Como saber se ele ainda ama você depois de uma briga

Esses dias tenho me sentido esquecido pela minha namorada.

2020.11.03 20:29 Thecryboy Esses dias tenho me sentido esquecido pela minha namorada.

Esses dias eu tenho ficado chateado com as atitudes da minha namorada, porque a gente está conversando e do nada ela para de conversar comigo pra conversar com outra pessoa, tipo não estou dizendo que ela não pode ter amigos, estou dizendo que ela literalmente me esquece totalmente quando está conversando com eles, parece que fingi que eu nem existo, e eu odeio essa sensação, e o problema é que quando converso com ela sobre isso ela fica toda brava, dizendo que eu não estou nem ai pra ela, dizendo que não pode nem mais ter amigos pra conversar, sendo que isso não é verdade, eu sempre digo que se não quer conversar comigo, diga vou conversar com tal, mas nem isso ela faz, parece que esses dias ela vem andado muito chateada comigo, mas sem motivo nenhum, até pensei em terminar por causa disso, porque está realmente levando pra um nível onde literalmente ela está conversando comigo, e quando o amigo dela está online ela manda mensagem pra ele e para totalmente de falar comigo, não sei o que eu faço, eu até tenho um pouco de receio de falar, a se você prefere conversar com ele namora com ele então e me esquece de vez, mas eu não quero perder ela, isso está levando em um nível onde eu não estou aguentando mais essa sensação, não sei se termino, não sei se converso, não sei oque fazer, tipo o nosso relacionamento é muito bom, muito bom mesmo a gente se entende completamente, quase não tem brigas somos totalmente abertos um para o outro, mas parece que esses dias ela realmente tem me esquecido, parece que ela só vem conversar comigo quando ela não tem ninguém pra conversar, literalmente eu sou a ultima opção, e esses dias quando as vezes me abro pra ela dizendo que hoje não estou muito bem, ela pergunta porque, ai eu digo o porque, e ela fala mds e vai conversar com os amigos dela, porra eu fico muito puto com isso, ela diz que eu que não ligo pra ela, sendo que é ela que não liga pra mim, isso aconteceu hoje mesmo ela mandou mds, ai eu mandei na lata perguntando se ela liga pros meus sentimentos, e ela disse que liga, só não da pra demonstrar, ai eu falei na minha cabeça karalho resolveu oque, ai depois ela que vem querendo controlar quem eu posso ser amigo ou não, dizendo a eu não gosto desse cara acho que ele que está te deixando triste, a esse cara ai e muito cuzão gosto dele não, ela nem conhece como que ela vai saber, ai ainda pelo menos manda a vou jogar com tal e nem me chama, ai depois de ter jogado manda a vou entrar só de noite, ai entra 1 hora da manhã, toda fofa se fazendo de coitada, conversa comigo por uns 30 minutos e fala que vai dormir, tipo se ela não está confortável namorando comigo se ela não quer mais, eu aceito só não gosto que fique me arrastando dizendo que me ama e que se importa comigo, sendo que quando tem esses tais amigos dela, ela me esquece me deixa no limbo, ai quando eu estou triste querendo que ela me console, ela diz a não sei nem como fazer isso, e me esquece e vai conversar com os amigos, tipo não creio que eu esteja sufocando ela, até porque sempre fui muito tranquilo enquanto a isso, sempre disse que se ela não quer conversar comigo na hora, não tem problema converse com quem você quiser, mas esses dias parece que ela tem realmente me esquecido e eu não gosto dessa sensação, é uma sensação horrível, e ainda vem dizendo a sua vida nem é tão difícil assim, sendo que ela não viveu na minha pele pra saber se realmente é difícil ou não, as vezes eu até tento me abrir, mas parece que ela não liga, e também ela diz que as vezes não se abre comigo, porque eu não vou ligar sendo que ela está totalmente enganada, não sei como prosseguir isso, acho que vou acabar e pronto, não quero ficar com alguém que nem ligar pros meus sentimentos liga, assim as vezes me da vontade até de chorar por causa disso, e eu sou muito difícil de chorar, odeio quando as pessoas me ignoram, principalmente quando é uma pessoa importante pra mim, que diz que me ama, que diz que se importa comigo, mas as vezes parece que ela não está nem ai pra mim, me trata como se eu fosse um qualquer, que ela conheceu agora, que não sabe nem o nome, e o pior eu pergunto eu sou oque você quer da sua vida, você perdeu o interesse em mim, e ela diz eu quero você sim pra minha vida, só acho que você que não sabe oque quer, eu não perdi o interesse em você, porra isso me fode, ela diz que eu que não sei oque quero, sendo que é ela que não sabe, e ainda me chama de hipócrita dizendo que a você faz as coisas que fala que são erradas, não se coloca no lugar dos outros, sendo que é ela que não se coloca, tipo isso acontece só quando a gente briga na maioria acho que 95% do tempo, é só alegria, é só paz, quando ela "tira um tempo" pra conversar comigo, a gente conversa muito sobre nossa relação, conversamos sobre planos, até planejamos em um dia termos filhos, uma casa própria, mas isso não vai acontecer se ela não quiser, eu as vezes quando ela quer brigar por motivo quase que nenhum, eu falo não vou brigar com você, se um não quer dois não brigam, ai ela vem a dois não brigam seu idiota, ai fica putinha e para de falar comigo, ai depois volta, a desculpa por ontem não vai acontecer mais, eu vou melhorar, só que para falar a verdade nunca senti que melhorou, nossa são muitos sentimentos pra um só texto meu deus, tipo eu amo minha namorada, e sei que ela me ama também mas as vezes sinto que não. Só mais um desabafo sobre a vida mesmo, quem não tem problemas que atire a primeira pedra não é mesmo.
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2020.06.04 21:31 lysguil Preciso de conselhos e analisem a situação pra mim por favor

Oi galera, eu queria pedir um conselho para vocês. É em relação a relacionamento e agradeço a quem puder me ajudar nessa, tá foda. Eu estou abrindo minha alma e coração nesse texto, direi toda a verdade
Primeiro me deixem contar algumas coisas sobre mim, isso pode ajudar a entender algumas das minhas ações. Isso não me exime de culpa, sei disso e não vou usar nada disso para me fazer de vítima ou pra me eximir de responsabilidades. Sei que a culpa foi toda minha.
Primeiro de tudo eu não sou um neurotipico. Não tenho autismo mas, embora minha família (meu pai mais precisamente) não tenha deixado que um diagnóstico fosse feito, ficou claro para todos desde criança que eu tinha algo. Eu odeio do fundo do coração o barulho. Odeio sons altos em geral, isso inclui música e por isso não consigo ficar muito tempo em festas. Para aguentar ficar em ambientes barulhentos eu preciso ficar bêbado e ainda assim é bastante incômodo.
A segunda coisa para se saber sobre mim é que sofri abuso sexual na infância. Foram duas mulheres diferentes, nenhuma delas da minha família. Nunca contei pra minha família e acho que nunca irei contar. Bom, não sei dizer como me sinto sobre isso. Acho que minha tara sexual tem a ver com isso. As vezes eu choro quando me lembro mas não sinto anda sobre. É normal isso? Enfim, eu não sei pq quanto isso me afetou. Sofri abuso até os 11 anos e para ser honesto, como homem eu não consigo falar sobre o que a segunda mulher fez comigo. É humilhante demais. Vou morrer e levar isso para o túmulo.
A terceira coisa que preciso contar é que fui diagnosticado com depressão ao 13 anos de idade. Eu era pequeno, magricelo e esquisito. Gostava de cards do Yu gi oh e fixar isolado na biblioteca da escola (Pq era um lugar silencioso), então da pra imaginar quanto bullying eu sofria. Enfim, a depressão me deixou quebrado e teve seus picos. Nessa época tive minha primeira tentativa de suicídio. Minha família nunca soube. No dia seguinte ainda fui pra escola, como se nada tivesse acontecido. Essa foi a primeira de uma série de tentativas.
Agora que já falei essas características eu vou começar a falar meu problema, peço perdão se ficar muito longo. Aos 16 anos eu tive uma namorada e ela morreu de câncer. Isso piorou meu quadro depressivo, eu fiquei agressivo e aprendi a resolver as coisas com violência. Tentei me matar mais algumas vezes e tava foda. Eu tomava tantos remédios para a depressão que ficava grogue, totalmente dopado meio hora depois de tomar. Minha mãe me fez parar, com o apoio da minha vó. Eu estava começando a superar a coisa quando minha vó, a pessoa que eu mais amava na vida, faleceu subitamente. Deus, acho que eu... Bom eu nem sei dizer o que eu sentia. Simplesmente não sei. Doeu mais do que tudo. Depois desse dia eu não conseguia chorar, não conseguia sentir. Fiquei anestesiado sabe? Meu psiquiatra falou UE eu estava num estado de "melancolia", onde eu não conseguia mais sentir felicidade. Eu poderia ficar alegre ou coisas do tipo mas verdadeira felicidade era impossível. Bom, foi foda. Eu tinha 17 na época.
Fiz amizade com uma garota aos 16, Melissa, ela fazia terapia em grupo comigo. Era meio patricinha mimada mas uma boa pessoa. A gente conversava e diziamos nossos planos um pro outro. Ela me ajudou a superar a barra da terapia. Quando eu tinha 18 e ainda estava sentindo o impacto da perda da minha vó, essa garota se matou. No mesmo dia ela pediu pra conversar comigo e eu não estava em casa para conversar (nos falávamos pelo facebook). Eu só fui saber sobre pelas postagens no Facebook dela. Eu não senti nada na hora, achei que não tinha em afetado, anos depois eu ia perceber o quanto me afetou.
Bom, eu segui minha vida. Comecei a faculdade de direito, minha mãe queria um filho juiz e eu tava no piloto automático. Só fui seguindo. Fiz pouco tempo do curso de direito e realmente não era pra mim. No começo de 2018 eu conheci uma garota pela internet. Ela tinha 15 e eu 19. Ela morava em uma cidade um tanto distante mas dentro do mesmo estado que eu moro e a gente começou a papear. Mano, eu garoto incrível! Sério, era maravilhosa demais. Eu vou resumir pra vocês a questão: Eu me assustei com ela, a depressão ainda estava forte e eu não sabia o que tava acontecendo. Por fim eu me afastei dela e e bloqueei no Facebook. Eu sei, sou um tremendo babaca.
Fiquei mais alguns meses na minha vida de merda e fui jogar habbo hotel. Eu sei, eu sei. Coisa de criança mas só queria sentir aquilo que eu sentia novamente quando tinha 11 anos e jogava RPGs no hotel. Não consegui claro. Eu cresci, o mundo mudou e não dá pra voltar a infância. No jogo uma garota conversou comigo, tinha 19 também e me pediu o insta pra conversar. Eu fui e fiz um insta com a intenção de papear um pouco. A partir daqui eu me torno o monstro. De verdade. A garota tinha depressão também e me falava sobre os problemas dela mas também puxada uns assuntos mais sexuais. Não sexuais entre eu e ela, ela só contava como eram as transas dela e eu perguntava uma coisa ou outra sobre as minhas. Eu contava na boa. E os meses foram passando. Eu era um homem quebrado servindo de confidente pra uma garota aleatória da internet.
Eu desbloqueei a garota do começo do ano e voltamos a nos falar. Ela era legal, alegre, bonita e maravilhosa. E ela gostava de mim! Deus do céu ela gostava de mim! Eu também gostava dela. Eu contei algumas mentiras sobre mim pra ela, pra impressionar um pouco mas sempre disse "eu sou um homem quebrado", eu falava que minha cabeça tava toda ferrada o tempo todo pra ela. Ela disse que não se importava e me pedia para ir vê-la na cidade dela. Eu pensava em ir, fazia de tudo para ir... e na última hora eu dava para trás. Não conseguia ir. A minha vida de amar a distância e ser confidente seguiu até o final do ano de 2018. No ano novo eu tomei uma decisão: ia pedir a garota da outra cidade em namoro. Eu pedi e ela aceitou. Ok, vão me chamar de gado e tudo bem. Eu estava na casa de praia que minha mãe tinha comprado e pretendia visitar a garota assim que voltasse.
Quando voltei veio a notícia: Eu tinha conseguido a vaga em gastronomia! Era a porra do meu sonho ali! Fui correr atrás de documentos, matrícula, uniforme e material. Nisso passou algumas semanas e como não fui ver a garota ela terminou comigo e me falou que eu tava fazendo ela de trouxa de novo (ela sentia que eu tinha feito ela de trouxa em 2018 inteiro). Depois de uma semana ela veio falar comigo e minhas aulas já estavam começando. Demorei um mês para conseguir ir vê-la e quando cheguei lá... Ela era divina. Maravilhosa. Eu tive que esperar ela na rodoviária e pensei que tinha caído em alguma pegadinha kkkkk mas ela veio e eu fiquei muito feliz. A gente foi no shopping, assistiu um filme e ela me convenceu a passar a noite na casa dela. Dormir na sala claro, os pais dela concordaram. Não vou mentir: agi cono um idiota nesse dia. A depressão e a irritabilidade me faziam ser muito imbecil e babaca (eu me envergonho e me arrependo muito disso hoje).
Bom, nessa época não estávamos namorando e eu dizia que não ia pedir ela em namoro (tava com orgulho ferido por ela ter terminado comigo). Um dia ela me falou tava com dor e ficou o dia todo sem me responder mais. Mano, eu morri de preocupação! Fiquei desesperado. Quando ela finalmente leu minhas mensagens eu pedi ela em namoro. Joguei o orgulho de lado e pedi em namoro a mulher que eu amava. Bem, Eu fui ver ela mais vezes, no aniversário de 17 dela e outros. Enfim, seguindo adiante.
Bom, lembra da mina da internet? Então. A gente continuava conversando sempre mas ela tava cada vez mais deprimida e mais dependente emocionalmente de mim. Ela me contava as coisas e eu só ouvia agora, ela falava bastante de sexo e afins. Sei que era errado com minha namorada mas é aí que entra a Melissa na história: foi nisso que a morte dela me afetou, eu não conseguia deixar outra pessoa na mão. Eu sei como a depressão dói, como família pode ser tóxica para nós e não conseguia deixar ela de lado. Eu errei e fui fraco e deixei a situação continuar assim. Um dia o Instagram dessa garota foi hackeado e ela achou que foi eu por algum motivo. Ela foi atrás da minha namorada, que eu já tinha dito o nome, e falou que eu namorava ela virtualmente, eu era um perseguidor e não sei mais o que. Eu realmente não sei tudo que ela disse. Eu expliquei pra minha namorada e tudo mais, que era por causa da depressão da garota e que eu não conseguia deixar de lado. Disso que não tinha nada com ela. Bom, eu não estou me justificando e minha namorada terminou comigo. Com razão ela. Eu fui um idiota, um merda, um babaca completo.
Eu implorei muito uma chance e tals e por fim ela me perdoou. Não voltou a como era antes mas me perdoou. Tá ficando muito grande então vou resumir essa parte. Eu fiz merda de novo.
Tinha uma amiga do Rio de Janeiro que gosta de flertar e mesmo eu não dando abertura ela falou que queria transar comigo na praia tomando vinho. Eu cortei esse papo e tals. Numa outra conversa eu tava falando merda, contando vantagem como homem idiota costuma fazer. Falei que tinha pego várias garotas de um outro curso da minha faculdade (mentira que homem conta) para essa amiga. Bom, minha namorada viajou comigo e olhou minhas conversas no celular enquanto eu dormia. Aí ela terminou comigo de vez no começo do ano passado.
Eu sei, a culpa é minha e só minha. Não vou justificar essas atitudes com minhas doenças ou algo do tipo. Erro só meu. Eu expliquei pra minha ex namorada e pedi a ela pra poder tentar reconquistar ela. Ela concordou e eu fiquei tentando, mostrando que podia ser mais atencioso e que podia mudar. Ela começou a ficar com um carinha e eu com uma mina,mas eu continuava tentando e ela me deixava tentar. Uma dia ela decidiu que não era mais pra eu tentar, que me amava mas que não valia mais a pena. Eu queria continuar tentando. Discutimos muito mas eu por fim aceitei.
Ela quis manter a amizade e eu concordei. Só que meu conceito de amizade e o dela diferem muito e isso causa muitos atritos. Ela disse que não me ama mais, algumas atitudes dela me dizem que ela ama (eu li diversos livros de psicologia e sobre relacionamento e eles apontam as atitudes dela como amor). A última coisa que aconteceu foi uma que me magoou de um jeito estranho.
A poucos dias eu tive um desmaio (tenho algumas problemas de saúde) e cai da laje da minha casa. Quebrei um braço e tals. Quando postei nos stories de whats que tava quebrado ela perguntou se eu tinha sido atropelado e eu falei que não, que cai da laje. Ela fez uma brincadeira dizendo basicamente "podia ter morrido né" só que desejando minha morte. Eu sei que foi uma brincadeira mas me doeu muito. Pq ela sabe que já tentei me matar 15 vezes, inclusive uma esse ano. Eu esqueci de contar lá em cima mas minha melancolia foi embora. Eu tô meio que curado disso e tô sentindo prazer em viver de novo. Ela fez essa brincadeira e me doeu demais, demais mesmo. Eu falei pra ela algumas merdas e ela me chamou de dramático (ela diz isso sempre que eu reclamo de algo, talvez eu seja mesmo) e isso doeu ainda mais. Eu sinto que toda vez que reclamo com ela sobre como as atitudes dela me machucam ela me chama de dramático e menospreza minha dor.
Esse ano ela veio me falar que tava com princípio de depressão e eu conversava com ela sempre que ela precisava, eu só precisei conversar uma vez e ela disse que não queria conversar. Bom, eu me senti mal com isso. Foi ali que vi que nossos padrões de amizade são diferentes.
Enfim, essa última brincadeira que me matou. Vocês vão perguntar pq a gente não se bloqueia e se esquece. A resposta é: eu não sei. Eu sei que amo muito ela e acredito que ela me ama. Depois da briga ela me bloqueou e horas depois me desbloqueou (mas excluiu meu número segundo ela). Eu queria alguns conselhos, opiniões e que analisem a minha história e me digam o que pensam sobre tudo. Sobre tudo mesmo!por favor, ajudem esse idiota que fez tudo errado na vida
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2020.06.04 19:02 lysguil Preciso de um conselho ou dois

Oi galera, eu queria pedir um conselho para vocês. É em relação a relacionamento e agradeço a quem puder me ajudar nessa, tá foda.
Primeiro me deixem contar algumas coisas sobre mim, isso pode ajudar a entender algumas das minhas ações. Isso não me exime de culpa, sei disso e não vou usar nada disso para me fazer de vítima ou pra me eximir de responsabilidades. Sei que a culpa foi toda minha.
Primeiro de tudo eu não sou um neurotipico. Não tenho autismo mas, embora minha família (meu pai mais precisamente) não tenha deixado que um diagnóstico fosse feito, ficou claro para todos desde criança que eu tinha algo. Eu odeio do fundo do coração o barulho. Odeio sons altos em geral, isso inclui música e por isso não consigo ficar muito tempo em festas. Para aguentar ficar em ambientes barulhentos eu preciso ficar bêbado e ainda assim é bastante incômodo.
A segunda coisa para se saber sobre mim é que sofri abuso sexual na infância. Foram duas mulheres diferentes, nenhuma delas da minha família. Nunca contei pra minha família e acho que nunca irei contar. Bom, não sei dizer como me sinto sobre isso. Acho que minha tara sexual tem a ver com isso. As vezes eu choro quando me lembro mas não sinto anda sobre. É normal isso? Enfim, eu não sei pq quanto isso me afetou. Sofri abuso até os 11 anos e para ser honesto, como homem eu não consigo falar sobre o que a segunda mulher fez comigo. É humilhante demais. Vou morrer e levar isso para o túmulo.
A terceira coisa que preciso contar é que fui diagnosticado com depressão ao 13 anos de idade. Eu era pequeno, magricelo e esquisito. Gostava de cards do Yu gi oh e fixar isolado na biblioteca da escola (Pq era um lugar silencioso), então da pra imaginar quanto bullying eu sofria. Enfim, a depressão me deixou quebrado e teve seus picos. Nessa época tive minha primeira tentativa de suicídio. Minha família nunca soube. No dia seguinte ainda fui pra escola, como se nada tivesse acontecido. Essa foi a primeira de uma série de tentativas.
Agora que já falei essas características eu vou começar a falar meu problema, peço perdão se ficar muito longo. Aos 16 anos eu tive uma namorada e ela morreu de câncer. Isso piorou meu quadro depressivo, eu fiquei agressivo e aprendi a resolver as coisas com violência. Tentei me matar mais algumas vezes e tava foda. Eu tomava tantos remédios para a depressão que ficava grogue, totalmente dopado meio hora depois de tomar. Minha mãe me fez parar, com o apoio da minha vó. Eu estava começando a superar a coisa quando minha vó, a pessoa que eu mais amava na vida, faleceu subitamente. Deus, acho que eu... Bom eu nem sei dizer o que eu sentia. Simplesmente não sei. Doeu mais do que tudo. Depois desse dia eu não conseguia chorar, não conseguia sentir. Fiquei anestesiado sabe? Meu psiquiatra falou UE eu estava num estado de "melancolia", onde eu não conseguia mais sentir felicidade. Eu poderia ficar alegre ou coisas do tipo mas verdadeira felicidade era impossível. Bom, foi foda. Eu tinha 17 na época.
Fiz amizade com uma garota aos 16, Melissa, ela fazia terapia em grupo comigo. Era meio patricinha mimada mas uma boa pessoa. A gente conversava e diziamos nossos planos um pro outro. Ela me ajudou a superar a barra da terapia. Quando eu tinha 18 e ainda estava sentindo o impacto da perda da minha vó, essa garota se matou. No mesmo dia ela pediu pra conversar comigo e eu não estava em casa para conversar (nos falávamos pelo facebook). Eu só fui saber sobre pelas postagens no Facebook dela. Eu não senti nada na hora, achei que não tinha em afetado, anos depois eu ia perceber o quanto me afetou.
Bom, eu segui minha vida. Comecei a faculdade de direito, minha mãe queria um filho juiz e eu tava no piloto automático. Só fui seguindo. Fiz pouco tempo do curso de direito e realmente não era pra mim. No começo de 2018 eu conheci uma garota pela internet. Ela tinha 15 e eu 19. Ela morava em uma cidade um tanto distante mas dentro do mesmo estado que eu moro e a gente começou a papear. Mano, eu garoto incrível! Sério, era maravilhosa demais. Eu vou resumir pra vocês a questão: Eu me assustei com ela, a depressão ainda estava forte e eu não sabia o que tava acontecendo. Por fim eu me afastei dela e e bloqueei no Facebook. Eu sei, sou um tremendo babaca.
Fiquei mais alguns meses na minha vida de merda e fui jogar habbo hotel. Eu sei, eu sei. Coisa de criança mas só queria sentir aquilo que eu sentia novamente quando tinha 11 anos e jogava RPGs no hotel. Não consegui claro. Eu cresci, o mundo mudou e não dá pra voltar a infância. No jogo uma garota conversou comigo, tinha 19 também e me pediu o insta pra conversar. Eu fui e fiz um insta com a intenção de papear um pouco. A partir daqui eu me torno o monstro. De verdade. A garota tinha depressão também e me falava sobre os problemas dela mas também puxada uns assuntos mais sexuais. Não sexuais entre eu e ela, ela só contava como eram as transas dela e eu perguntava uma coisa ou outra sobre as minhas. Eu contava na boa. E os meses foram passando. Eu era um homem quebrado servindo de confidente pra uma garota aleatória da internet.
Eu desbloqueei a garota do começo do ano e voltamos a nos falar. Ela era legal, alegre, bonita e maravilhosa. E ela gostava de mim! Deus do céu ela gostava de mim! Eu também gostava dela. Eu contei algumas mentiras sobre mim pra ela, pra impressionar um pouco mas sempre disse "eu sou um homem quebrado", eu falava que minha cabeça tava toda ferrada o tempo todo pra ela. Ela disse que não se importava e me pedia para ir vê-la na cidade dela. Eu pensava em ir, fazia de tudo para ir... e na última hora eu dava para trás. Não conseguia ir. A minha vida de amar a distância e ser confidente seguiu até o final do ano de 2018. No ano novo eu tomei uma decisão: ia pedir a garota da outra cidade em namoro. Eu pedi e ela aceitou. Ok, vão me chamar de gado e tudo bem. Eu estava na casa de praia que minha mãe tinha comprado e pretendia visitar a garota assim que voltasse.
Quando voltei veio a notícia: Eu tinha conseguido a vaga em gastronomia! Era a porra do meu sonho ali! Fui correr atrás de documentos, matrícula, uniforme e material. Nisso passou algumas semanas e como não fui ver a garota ela terminou comigo e me falou que eu tava fazendo ela de trouxa de novo (ela sentia que eu tinha feito ela de trouxa em 2018 inteiro). Depois de uma semana ela veio falar comigo e minhas aulas já estavam começando. Demorei um mês para conseguir ir vê-la e quando cheguei lá... Ela era divina. Maravilhosa. Eu tive que esperar ela na rodoviária e pensei que tinha caído em alguma pegadinha kkkkk mas ela veio e eu fiquei muito feliz. A gente foi no shopping, assistiu um filme e ela me convenceu a passar a noite na casa dela. Dormir na sala claro, os pais dela concordaram. Não vou mentir: agi cono um idiota nesse dia. A depressão e a irritabilidade me faziam ser muito imbecil e babaca (eu me envergonho e me arrependo muito disso hoje).
Bom, nessa época não estávamos namorando e eu dizia que não ia pedir ela em namoro (tava com orgulho ferido por ela ter terminado comigo). Um dia ela me falou tava com dor e ficou o dia todo sem me responder mais. Mano, eu morri de preocupação! Fiquei desesperado. Quando ela finalmente leu minhas mensagens eu pedi ela em namoro. Joguei o orgulho de lado e pedi em namoro a mulher que eu amava. Bem, Eu fui ver ela mais vezes, no aniversário de 17 dela e outros. Enfim, seguindo adiante.
Bom, lembra da mina da internet? Então. A gente continuava conversando sempre mas ela tava cada vez mais deprimida e mais dependente emocionalmente de mim. Ela me contava as coisas e eu só ouvia agora, ela falava bastante de sexo e afins. Sei que era errado com minha namorada mas é aí que entra a Melissa na história: foi nisso que a morte dela me afetou, eu não conseguia deixar outra pessoa na mão. Eu sei como a depressão dói, como família pode ser tóxica para nós e não conseguia deixar ela de lado. Eu errei e fui fraco e deixei a situação continuar assim. Um dia o Instagram dessa garota foi hackeado e ela achou que foi eu por algum motivo. Ela foi atrás da minha namorada, que eu já tinha dito o nome, e falou que eu namorava ela virtualmente, eu era um perseguidor e não sei mais o que. Eu realmente não sei tudo que ela disse. Eu expliquei pra minha namorada e tudo mais, que era por causa da depressão da garota e que eu não conseguia deixar de lado. Disso que não tinha nada com ela. Bom, eu não estou me justificando e minha namorada terminou comigo. Com razão ela. Eu fui um idiota, um merda, um babaca completo.
Eu implorei muito uma chance e tals e por fim ela me perdoou. Não voltou a como era antes mas me perdoou. Tá ficando muito grande então vou resumir essa parte. Eu fiz merda de novo.
Tinha uma amiga do Rio de Janeiro que gosta de flertar e mesmo eu não dando abertura ela falou que queria transar comigo na praia tomando vinho. Eu cortei esse papo e tals. Numa outra conversa eu tava falando merda, contando vantagem como homem idiota costuma fazer. Falei que tinha pego várias garotas de um outro curso da minha faculdade (mentira que homem conta) para essa amiga. Bom, minha namorada viajou comigo e olhou minhas conversas no celular enquanto eu dormia. Aí ela terminou comigo de vez no começo do ano passado.
Eu sei, a culpa é minha e só minha. Não vou justificar essas atitudes com minhas doenças ou algo do tipo. Erro só meu. Eu expliquei pra minha ex namorada e pedi a ela pra poder tentar reconquistar ela. Ela concordou e eu fiquei tentando, mostrando que podia ser mais atencioso e que podia mudar. Ela começou a ficar com um carinha e eu com uma mina,mas eu continuava tentando e ela me deixava tentar. Uma dia ela decidiu que não era mais pra eu tentar, que me amava mas que não valia mais a pena. Eu queria continuar tentando. Discutimos muito mas eu por fim aceitei.
Ela quis manter a amizade e eu concordei. Só que meu conceito de amizade e o dela diferem muito e isso causa muitos atritos. Ela disse que não me ama mais, algumas atitudes dela me dizem que ela ama (eu li diversos livros de psicologia e sobre relacionamento e eles apontam as atitudes dela como amor). A última coisa que aconteceu foi uma que me magoou de um jeito estranho.
A poucos dias eu tive um desmaio (tenho algumas problemas de saúde) e cai da laje da minha casa. Quebrei um braço e tals. Quando postei nos stories de whats que tava quebrado ela perguntou se eu tinha sido atropelado e eu falei que não, que cai da laje. Ela fez uma brincadeira dizendo basicamente "podia ter morrido né" só que desejando minha morte. Eu sei que foi uma brincadeira mas me doeu muito. Pq ela sabe que já tentei me matar 15 vezes, inclusive uma esse ano. Eu esqueci de contar lá em cima mas minha melancolia foi embora. Eu tô meio que curado disso e tô sentindo prazer em viver de novo. Ela fez essa brincadeira e me doeu demais, demais mesmo. Eu falei pra ela algumas merdas e ela me chamou de dramático (ela diz isso sempre que eu reclamo de algo, talvez eu seja mesmo) e isso doeu ainda mais. Eu sinto que toda vez que reclamo com ela sobre como as atitudes dela me machucam ela me chama de dramático e menospreza minha dor.
Esse ano ela veio me falar que tava com princípio de depressão e eu conversava com ela sempre que ela precisava, eu só precisei conversar uma vez e ela disse que não queria conversar. Bom, eu me senti mal com isso. Foi ali que vi que nossos padrões de amizade são diferentes.
Enfim, essa última brincadeira que me matou. Vocês vão perguntar pq a gente não se bloqueia e se esquece. A resposta é: eu não sei. Eu sei que amo muito ela e acredito que ela me ama. Depois da briga ela me bloqueou e horas depois me desbloqueou (mas excluiu meu número segundo ela). Eu queria alguns conselhos, opiniões e que analisem a minha história e me digam o que pensam sobre tudo. Sobre tudo mesmo!por favor, ajudem esse idiota que fez tudo errado na vida
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2020.01.13 06:43 kuaniyn O ano já começou mal e eu tô a ponto de explodir

Já avisando que isso vai ser longo mas eu boto TL;DR lá em baixo. No mais, boa noite pra vocês!
Bom, como já diz o título, o ano já começou meio merda pra mim. Porém ele já vem sendo meio merda desde o ano passado e por isso eu nem fiz lista de desejos pra 2020 e blábláblá já pra evitar decepção. Rapaz, eu sabia de nada.
Eu já venho tendo alguns problemas psiquiátricos, em julho recebi um diagnóstico “tardio” de TAG e de depressão, os quais eu venho enfrentando há mais de 13 anos mas perdi o controle esse ano depois de um surto agressivo. Foi aí que eu vi que precisava de ajuda, que não era só uma “fase” e finalmente comecei a tomar remédios, fazer terapia e ir à psiquiatra. Porém, no fim do ano minha psicóloga se demitiu da clínica e agora atende em uma que é muito longe para mim, e ainda não consegui encaixar um horário com uma nova psicóloga da mesma clínica por conta da faculdade (estudo em período integral e meus horários são bem merda). Daí to sem terapia faz mais ou menos um mês e ainda tô me adaptando aos remédios, mas isso é só um background e não o ponto central da história.
Começou uns 3 dias antes do ano novo. Nós sempre vamos passar a virada na casa do meu tio materno (que vou chamar de Alberto) em um condomínio no interior – o problema é, a família do meu pai recentemente comprou uma casa no mesmo condomínio, e como meus pais são o “elo” entre as duas famílias, a disputa tava feita. Puro ego de “ai, minha casa é maior que a sua, mais gente vai vir pra cá” e foda-se. A gente já tava estressado o suficiente, daí pra piorar a gatinha da minha avó materna (que vou chamar aqui de Vó Lina) ficou doente, e a Vó Lina é muito apegada com ela. Então, ela já começou a falar que não iria para o interior, que passaria o ano sozinha com a gata. A gente falou para ela levar a gata na viagem mas ela disse que se ela saísse de casa, ia morrer. (?)
Agora uma parte confusa, porém importante para a história: eu divido meu tempo em duas casas, a dos meus pais e a da Vó Lina. Meus pais moram em um bairro de classe média mais tranquilo, e eu fico lá em dias da semana porque é perto do metrô e do terminal de ônibus. Nos finais de semana e nas férias, fico com a Vó Lina, que mora em um bairro periférico perigoso, já que estou acostumada a fazer companhia para ela. Minha mãe é a filha mais próxima e companheira dela, então eu meio que tomei o posto de neta xodó. Ela me criou, meus pais precisavam trabalhar e a Vó pediu muito pra ficar comigo enquanto eles estavam fora, mas durante uns anos eu morei lá em tempo integral.
Voltando para a história principal, minha mãe não iria deixar a Vó sozinha no ano novo porque bom, o bairro dela fica o inferno na terra nas festas de fim de ano. Além disso, ela já tem 82 anos, e por mais que esteja saudável para a idade dela, o risco dela se machucar sozinha é imenso. Nem ferrando que iríamos deixar ela sozinha durante todos esses dias, então, ela foi a pulso.
Problema é, ela ligou para um dos filhos (vou chamá-lo de Ademir) e falou que não queria ir. Daí quando chegamos lá (fomos os últimos a ir), tava todo mundo de cara fechada pra gente. Ninguém sabia o porque, e daí tio Ademir berrou com a minha mãe que ela tava obrigando a vó a fazer o que ela queria, que era pra deixá-la sozinha em casa e agora ela ia ter que ficar longe da gatinha dela. Minha mãe ficou muito chateada e foi para a casa da família do meu pai. Ela não era bem vinda na casa do tio Alberto, mas na casa da família do meu pai era pior ainda. É que a família dele tem toda uma história particular que não quero entrar em detalhes pra não confundir, mas eles são insuportáveis. Ficou um puta clima chato pra geral.
Beleza, passou ano novo, todo mundo feliz, uhu bora beber. Vó Lina começa a reclamar de dor nas costas. Passa uns dias e piora, meus pais resolvem voltar mais cedo pra capital pra levar a Vó Lina no hospital. Fiquei uns dias a mais no interior com meus primos, daí voltei no domingo passado.
Cheguei em casa e a Vó literalmente não tava levantando de tanta dor que sentia. Ela já tem problema na coluna, mas nunca vi ela assim, daí ela me vira e mostra um monte de bolha nas costas, disse que botou a bolsa de água quente para aliviar a dor e acabou se queimando. Ok, remédios não tão funcionando, volta pro hospital, médico diz que é coisa de velho (sério), passa um remédio que dá reação alérgica nela. Daí a Vó Lina parou de comer na segunda. Acordo na terça de madrugada com ela forçando o vômito. Na terça chorou o dia todo de dor, mas disse que não queria ir para o hospital. Quarta-feira vimos que as bolhas estavam espalhadas pela coxa e virilha dela, e chamamos uma ambulância pra levá-la a outro hospital.
Nesse meio tempo, recebo a notícia de que uma amiga da faculdade faleceu. Era 2 anos mais velha do que eu, ia fazer uma cirurgia para retirar um tumor que ela tinha há um tempo (não era uma cirurgia arriscada nem nada, pelo que entendi, era a quarta de varias que ela ainda tinha pra fazer), mas o médico cometeu um erro e cortou uma artéria importante por engano. Pra ser sincera, minha ficha não caiu por completo, na minha cabeça ela foi fazer uma longa viagem e já já volta. Mas puta merda, sabe? Foi muita coisa para um dia só. O enterro dela foi em outra cidade e não pude ir, mas nossos colegas fizeram uma homenagem para ela.
Eu fiquei sozinha em casa, e minha mãe estava no hospital com a minha vó. E aí que eu tive uma crise de choro, acabei de perder uma pessoa querida e a pessoa que mais amo estava doente. Não dormi, fiquei falando com minha mãe pelo whatsapp e umas 3h de quinta-feira ela me confirma que além dela estar com um nervo da coluna inflamada, o stress baixou a imunidade dela e ela pegou herpes zóster, que atacou justo o nervo inflamado. A dor é excruciante, e as bolhas que ela achou que eram de queimadura na verdade era herpes. E essa forma é altamente contagiosa, então era internação e visita para ela é só de máscara.
Dormi um pouco pela manhã, fui fazer café, já preparar o almoço e fui dar uma geral na casa, sabendo que minha mãe estava cansada demais para lidar com isso e a Vó Lina no hospital. Daí termino tudo e vejo uma mensagem de uma tia dizendo: “Oi, vê se levanta dessa cama e faz alguma coisa, limpa essa casa e acorda para a vida adulta porque sua vó tá internada”. Eu tive a segunda crise de choro.
Como eu falei, eu tenho depressão. Então, quando estou de férias, passo a maior parte do tempo dormindo, trancada no quarto, evitando contato social durante semanas. E não é de propósito, tem dias de crise que não consigo levantar nem para tomar banho, sabe? Mas como a galera ama julgar sem saber os sintomas do transtorno, eu sou a preguiçosa da família. Mas porra, né, eu não sou um monstro que explora a minha vó. Eu ajudo ela nas tarefas, afinal, é minha obrigação, mas né. Ninguém tá vendo o que acontece quando estamos só nós duas.
Fui pro hospital fazer uma visita, ela estava com muita dor. Voltei pra casa determinada a pernoitar com ela na sexta, e foi isso que fiz: fui para lá assim que o horário de visita abriu, já de malinha e cuia, e avisei no grupo da família que ficaria com ela. O que eu não esperava é que ela ia ficar extremamente feliz comigo lá, e quando eu falei que ia dormir com ela, nossa, ela abriu um sorriso que eu nunca mais vou esquecer.
Passamos sexta e sábado bem. Por incrível que pareça, a dor passou. Porém, as feridas ainda estão abertas, e ela só pode ter alta depois que a cicatrização começar e as bolhas secarem. E ela é teimosa demais pra idade dela, tentou levantar da cama sozinha varias vezes achando que eu não tava vendo, esse tipo de coisa. Então, de madrugada coloquei alarmes a cada 15 minutos pra ver se ela não estava precisando de nada. Ela pediu para eu ficar sábado também, então dormi lá pelo segundo dia seguido.
Aí o problema começou hoje. Ficamos sozinhas boa parte do dia, e Vó Lina acabou confessando para mim que minha mãe é a filha preferida dela, e eu sou a neta preferida. Ouvir isso me deixou muito feliz, pois geralmente me sinto um estorvo para ela, mas ela me agradeceu imensamente por estar com ela. Falei que eu não fazia mais do que minha obrigação, afinal, estou enchendo o saco dela há 21 anos. Então, ela me falou que gosta de mim e da minha mãe porque nós mostramos a ela esses dias que ela é importante para nós, e que ela tinha outros sete filhos, treze netos e cinco bisnetos, mas apesar disso alguns deles não tinham nem ligado para perguntar se ela está bem. Ela ficou muito chateada e disse que sente que é descartável, mas fiz questão de falar para ela que ela é a pessoa mais importante da minha vida e eu nunca seria capaz de retribuir tudo o que ela fez por mim.
Por que isso foi um problema? Bem, eu fiquei puta. No ano novo todo mundo tratou a gente mal, daí chega um momento delicado desse e eles não fazem nem questão de ligar? Vivem tacando pedras na minha mãe e em mim por nada, mas a gente dá nosso sangue pela Vó Lina enquanto os outros filhos dela vêm uma vez por semana pra almoçar que nem pensão e nem lavam o próprio prato. Nós pagamos as contas dela, compramos os remédios, fazemos tudo por ela porque porra, ela é o amor da nossa vida e nos criou com muito amor e carinho. Os irmãos da minha mãe, além de ingratos, são folgados e egoistas. Ver ela falar que parece que ela só serve pra cozinhar me cortou o coração.
Hoje à noite eu troquei com uma tia e vim para casa só porque minha mãe insistiu muito, mas a Vó Lina queria que eu ficasse com ela de novo. Assim que eu saí do hospital, eu juro que parece que o mundo está nas minhas costas de tanto cansaço, eu não percebi que estava cansada assim. E escrevo isso justamente porque tô tendo minha terceira crise de choro, junto com um sentimento de angústia, como se ela não fosse ficar bem sem mim lá. Eu estou agoniada. Não consigo dormir e só quero vê-la bem, sei que não vai acontecer nada de madrugada mas meu corpo e mente me fazem pensar o contrário.
Enfim, juntando toda a carga de brigas familiares, falta de terapia, perda de uma amiga e a internação da vó, eu tô um caco por dentro. Minha mãe disse que está orgulhosa de mim, porque estou sendo forte e segurando as pontas da família cuidando da vó sozinha, mas é só a casca. Me sinto como uma panela de pressão, mas não quero explodir.
Eu acho que desabafar aqui me ajudou bastante, não tenho como botar isso pra fora e encontrar esse sub foi minha salvação. Obrigada a quem leu até aqui, e se tiverem alguma sugestão do que posso fazer pra sair do olho do furacão, ou sei lá, conversar sobre experiências similares, tô à disposição. Valeu por lerem até aqui, sei que tá muito longo.
P.S.: a gatinha está bem, mas tem saudades da Vó Lina.
TL;DR: brigas familiares no fim de ano levaram ao adoecimento da minha avó, que agora está internada e eu estou ficando com ela. Mas além disso tenho que lidar com meus transtornos mentais e nessa mesma semana uma amiga minha morreu. A vida é um caos e eu tô a ponto de surtar.
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2019.08.12 07:24 echimenes SOBRE O LADO COMPLICADO DAS RELAÇÕES - HOMOAFETIVAS OU NÃO

Ok, isso é literalmente um desabafo. Acho que já passei da fase das reclamações - e essa nem seria a função desse grupo. Mas aviso desde já: história longa a frente.
Primeiro, vou contextualizar vocês:
Eu tenho 22 anos de idade. Formado em Contabilidade em uma universidade federal. Me considero bonito, tenho boas comunicações sociais no ramo profissional e já trabalho na minha área de formação a quase 2 anos.
Sou gay. Não assumido para familiares - não por escolha, mas simplesmente por que não me preocupo com o que vão pensar de mim. Eu sou o que sou e tenho pleno orgulho de mim. Não preciso ficar anunciando a ninguém. Quem já sabe, e algumas pessoas mais próximas a mim já sabem, me aceitam sem complicações ou preconceitos imaturos.
Sempre fui mente aberta, porém apenas me reconheço como homossexual a pouco mais de 3 anos. Morava em uma cidade minúscula até mudar definitivamente para a cidade onde a minha universidade se localiza, uma das maiores do estado. Aqui, terminei minha graduação e consegui um bom emprego. Viver com a minha avó, depois do falecimento da minha mãe aos meus 11 anos, me fez crescer livre, embora minha timidez excessiva na adolescência não me permitiu ser um cara de festas e baladas, ou bebidas e outras drogas lícitas. Não sou de muitos amigos até hoje, embora seja mais extrovertido do que jamais fui.
Gosto de escrever. Muito. Meu sonho é ganhar dinheiro escrevendo um dia, seja livros ou roteiros de novelas e filmes - confesso: eu penso alto, embora meus pés estejam bem firmes no chão. Sou nerd quando o assunto é ciências, filmes, séries, livros e coisas dessa área pop. Gosto de fazer amigos que curtam o mesmo que eu.
Agora vamos ao "problema":
Eu me apaixonei por um garoto. Um ano mais velho que eu. Nem um pouco nerd e de personalidade extremamente mais dominante, mais autoritária. Um cara mandão, do tipo que não aceita "nãos" como resposta para nada.
Eu, que cresci sendo mimado pelas mulheres da minha família, jamais pensei que fosse me desarmar por outra pessoa como aconteceu. De verdade, pensei que eu fosse ser um grande babaca quando encontrasse o amor da minha vida.
"Grande engano o seu!" - disse o coração.
Pois é, o amor veio. Jamais senti o que senti por ele quando nos conhecemos. Foi bem na época em que eu "soube" que gostava de garotos e esse cara literalmente me ensinou, me introduziu ao mundo LGBTQ+. E só Deus sabe o quanto eu adorei isso. Aprendi a perder o pouquinho de preconceito que eu ainda trazia comigo desde antes de me ver nesse meio. Ele cuidou de mim, me ajudou a me adaptar nessa nova cidade e me fez pensar estar num sonho.
Obs.: sem contar que tudo o que sei 'na cama', adivinhem? Foi ele também que me ensinou. Virgem até os 20. Pronto, falei.
Eu realmente espero que outros homossexuais que lerem esse texto se identifiquem com a minha história. Eu não acho que seja tão incomum assim passar pelo que eu passo.
Começamos a namorar. Eu conheci a família dele. Passei a frequentar muito sua casa e a dormir lá mais vezes do que eu dormia na minha própria durante a semana. Seis meses haviam passado e já fazíamos planos ousados de irmos morar juntos dividir um mesmo aluguel e um mesmo lar. Ter nosso próprio doguinho.
Logo quando encontramos nossa nova casa, com menos de um ano que nos conhecíamos, resolvemos fazer nossa "lua de mel". Compramos juntos uma viagem para o Nordeste, onde ele viu o mar pela primeira vez comigo - eu já havia visto antes, durante um Simpósio no sul em que fui com minha turma da faculdade.
Foi durante essa viagem que senti as coisas começarem a desandar. Eu soube desde o início que ele era obsecado por sexo. E não me entendam mal, eu também gosto, mas no caso dele - ser assumido desde muito pequeno, ter conhecido o mundo do sexo logo com seus 14 anos de idade e nunca ter sido muito controlado pela mãe que o criou para ter cuidado com esses assuntos, creio que isso mexeu com a cabeça dele -, imagino que isso o deixou ser mais guiado pelo lado irracional da coisa.
Eu sei que muitos casais passam por isso. Apimentar a relação, encontrar uma forma nova de fazer. De repente, um brinquedo ou um até mesmo um terceiro. Sim, hoje eu sei que isso é a coisa mais normal no mundo. Não é um bicho de sete cabeças. Não é um BIG DEAL. É o ser humano. Somos nós. Cansamos do mesmo corpo, dos mesmos lábios, dos mesmos assuntos. Não tem a ver com amor. Tem a ver com adrenalina. Precisamos sempre de renovações, de viver novas aventuras. É maior do que nós. Pessoas desimpedidas passam por isso dia após dia. Mas chega a ser um tabu para os casais. E não estou falando apenas de homossexuais. Homens e mulheres se machucam o tempo todo quando chegam nesse estágio do relacionamento. É triste e desencorajador, mas devo dizer que para quem passa por isso, pode ser um grande ensinamento de vida.
Não sei se é por sermos dois homens ou se é por termos feito as coisas muito rápido, mas com menos de um ano de namoro, cansamos um do outro. O amor não diminuiu, pelo contrário, ainda é o mesmo. O que mudou foi a falta de novidade. Ele já tinha tido muito mais experiências do que eu. Havia passado por loucuras que rezo para nunca ter que passar. Mas eu, em termos, ainda sou um iniciante nesses assuntos. Ele queria mais do que isso.
Sugeri um terceiro. Sou MUITO mente aberta. A ideia não me magoou no início, embora tenha me assustado, confesso. Ele prontamente aceitou e aconteceu ainda nesse viagem. Minha primeira experiência a três, mas não a primeira dele, claro. Embora eu não tenho dito nada a princípio, isso mexeu comigo. Não soube como reagir. É estranho ver a pessoa que você ama com outro. Okay, eu deixei, eu permiti aquilo, mas quando aconteceu, fui invadido por um sentimento totalmente novo.
Depois da viagem, as coisas não melhoraram muito. Fizemos a "brincadeira" outras várias vezes, mas parecia não ser certo. Eu vejo pornografia online diariamente como todo garoto da minha idade. Isso nunca me afetou ao ponto do vício.
Então as desconfianças começaram.
Eu ia para o trabalho nos dias em que ele tinha folga e ficava imaginando o que ele estaria fazendo em casa. Ou com quem ele estaria. Vejam bem, não sou ciumento, mas eu já sabia do que ele era capaz por causa do sexo. Aliás, não se trata de ciúmes; é algo mais... ético. Poxa, somos um casal. Praticamente casados com alianças e tudo. Já fizemos ménage antes e não haveria por que pensar que pudesse haver traição no meio. Eu tinha esse sentimento dentro de mim - ainda tenho -, de querer conhecer alguém diferente, me envolver como me envolvi com ele. Sabem? Me sentir como me senti no começo com ele. Quando a chama da paixão era ardente e incontrolável. Mas não poderia deixar nada mesquinho aflorar de dentro de mim. Eu amo ele. Ponto.
E foi então que eu descobri. Eu já estava às vésperas de me formar na faculdade. Estava com emprego novo e tudo parecia correr as mil maravilhas. Eu soube através de um meio anônimo que ele estava saindo com outros caras. Não poderia dizer quantos, mas sabia que eram mais do que um. Meu mundo só não caiu por que sei me virar em situações de emergência. Sei alinhar meus pensamentos. Sei administrar o que é racional do que não é.
Não joguei nada na cara dele. Deixei as coisas fluirem. Continuei a trabalhar durante o dia e pegar o ônibus para ir a faculdade a noite. Nos finais de semana, eu limpava a casa e lavava nossas roupas. Por ter poucos amigos, praticamente não saia nas folgas.
Não demorou muito para eu também começar a sair com outras pessoas. As escondidas, claro. Era só sexo. Nada de contatos. Apenas satisfação da carne. Ele fez, por que eu não podia? Também sou jovem, bonito, por que bancar a Cinderela com a madrasta e as primas más? Podem me julgar a partir daqui, mas me senti revigorado. Senti a chama de novo. Não me senti me vingando, estava muito além disso.
As vezes ainda fazíamos nossos trios, mas com frequência menor do que antes. Então um dia, ele descobriu que eu também pulava a cerca como ele. O cara com quem eu havia saído numa folga minha em que ele trabalhou, não sei por qual motivo - talvez para ver o circo pegar fogo - mandou prints de nossas conversas para ele e aí... bem, não foi tão frio quando eu fui. Brigamos como nunca. Claro que já havíamos brigado antes por vários motivos diferentes - inclusive por sexo -, mas essa briga em especial foi a maior. Decidimos nos separar. Ele jogou varias hipocrisias na minha cara e eu, bem, eu aceitei. Foram sete dias sem nos vermos. Eu já estava pensando em me mudar para a casa de um primo até saber para onde iria, quando tivemos uma última conversa. Abri minha alma, expliquei o que eu havia feito e por quê. Lembram do que falei sobre não aceitar "nãos" como resposta? Pois é, isso vale para não aceitar que a culpa recaia sobre você também. Foi uma conversa difícil. Tínhamos um cachorro para cuidar. Uma casa alugada com um contrato de aluguel ainda longe de vencer e dívidas contraídas juntas para liquidar. Talvez tenha sido a junção de tudo isso, daquela dívida moral que eu sempre vou ter com ele por ter me ajudado tanto no começo, mas reatamos.
Continuamos juntos, embora elefantes ainda caminhem pela nossa casa. Eu sei perdoar. Já perdoei várias coisas e pessoas antes dele. Não guardo mágoas, pois sei dos malefícios que se dão com isso. Não gosto de atmosféras tóxicas dentro de um relacionamento, seja ele amoroso ou não.
Agora, sinceramente já não ligo para as folgas dele. Não ligo para o fato de quantos caras ele vai levar para a nossa cama enquanto eu Não estou por perto. Eu sou mente aberta ao extremo. Talvez se ele tivesse me pedido antes de fazer, eu tivesse deixado. Não estou decepcionado e não me sinto traído. Não choro por isso a noite depois que ele já dormiu. Minha consciência está, acreditem vocês, tranquila. Certa vez, num banheiro público, li a seguinte frase:
"Você tem certeza que não está colocando vírgulas ainda deveria estar colocando pontos finais?"
Pois é, eu sei que estou colocando vírgulas. Muitas. Sinto que metado de mim iria embora no momento em que nos separassemos definitivamente. Pois mudei muito depois que o conheci.
Mudo a cada dia estando perto dele e sabendo do que aconteceu. Me sinto preso. Preso em algo que já parou de andar. Isso me faz querer me odiar, mas eu também tenho amor próprio. Ou será que acho que tenho por pensar assim e fazer algo totalmente diferente?
Eu sou um garoto e a outra pessoa também é. Somos um casal homossexual vivendo num país predominantemente homofóbico e intolerante. Mas eu sei que essa minha história é a mesma que muitos outros casais vivem ou já viveram por aí. Eu amo esse cara. Amo ao ponto de ainda estar com ele depois de tudo. Amo ao ponto de saber que estaríamos melhor separados. Mas me faltam forças para dar esse passo.
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2019.05.11 00:10 RYANIILDO Sexta-feira 13 : Back in white

Hum,hum...essa história foi 100% escrita por mim, e é a primeira vez que eu faço um post aqui na comunidade então... Olá!, O Jason é um dos meus personagens favoritos de filmes de terror, mais sinceramente faz tempo que não vejo uma boa história sobre ele, então eu fiz a minha própria história...e acredito que está bem ruimzinha, mas talvez você goste, ( e ainda não tá pronta...que bosta)
Perguntou um policial ao seu amigo, no centro de uma cidade chamada Cristal Woods, era relativamente pequena, e desconhecida, exceto por ser a cidade mais próxima do famoso Lago Cristal Lake, onde décadas atrás ouve uma série de assassinatos, cometidos pela lenda, Jason Voorhees, mas com o tempo e com a suposta morte de Jason toda essa história havia se perdido em meio, a tantas outras atrocidades.
Donny, acabou se distraindo porque tava ouvindo música no headphone.
Donny exclamou, tirando os fones.
Donny se disencostou da viatura de polícia, pra ver mais de perto a vidraça da loja de roupas.
Então da casa ao lado da loja, saiu um velhinho Com uma calça jeans dobrada entre as mãos.
Andou tremendo na direção dos dois, e chad sorrindo pegou a calça.
Interrompeu Donny, que claramente não tava com saco pra ouvir a história do velho, e Chad agarrou nos ombros do Donny com força e disse:
O velho Kelvin riu enquanto colocou as mãos no bolso.
Chad interrompeu tampando a boca de Donny.
Então Donny entrou na viatura, e logo Chad abriu a porta, e enquanto entrava dizia adeus ao velho Kelvin.
Ato I
Assim Donny da um suspiro de alívio, que obviamente incomoda o Chad.
Donny estava prestes a ligar os fones denovo mais preferiu dar atenção ao Chad desta vez.
Chad percebeu, que dar um sermão pro Donny seria apenas perda de tempo e saliva, era inverno , as ruas estavam cheias de Neve e a cidade já estava começando as decorações pro Natal, que seria daqui a quase um mês, e também o aniversário da filha do Chad de 6 anos, era ruiva com olhos verdes claro, um doce de criança e muito divertida, Donny não tinha planos pro Natal, muito provavelmente ele iria ficar o feriado inteiro jogando videogame, ele não ia passar o natal com os pais Devido a algumas desavenças na família.
A semana estava indo bem, nada acontecia na cidade, como sempre, então eles foram trabalhar faltando um dia pro Natal.
Eram mais ou menos umas cinco horas da tarde, Donny e Chad estavam dentro da viatura sem fazer nada apenas observando a Neve cair, bem menos o Donny que estava ouvindo música no seu fone de ouvido ( happy toghether - turtles), enquanto cantava bem baixinho com a música, o dia tava um porre como sempre então, eles ouvem uma chamada do Vic, que era o sheriff da cidade, apesar de ser o sheriff ele não levantava aquela bunda gorda dele, da cadeira de jeito nenhum.
-Vic, Bem a dona Leonor avisou que ouviu gritos na casa ao lado da dela, talvez possa estar avendo uma briga é bom você checar -
Chad, pisa fundo no acelerador e vai em direção a casa da dona Leonor pra investigar, o que demora menos de 5 minutos, e rapidamente ele e Donny descem na casa do ocorrido, logo eles vão adrentando na casa que aparentemente era bem velha, lá dentro tinha cheiro de merda, era tudo bagunçado e sujo, eles iam bem devagar e conseguiam ouvir o barulho de um grito abafado, então revisando a asa juntos eles vêm calmamente um quarto de onde poderia estar vindo os gritos, logo eles abrem a porta e vem um homem de preto tentando enforcar com uma corda, um outro rapaz de óculos e cabelos longos.
Gritou o cara que usava roupa preta, soltando o de óculos, Antes que Chad e o Donny pudéssem dizer, ou fazer alguma coisa, o cara de preto pulou a janela que ficava no lado dele, e correu pra frente da casa.
Gritou Chad correndo o mais rápido possível, pra sair daquele "lixão"
Donny questionou andando de ré do quarto.
Portanto Donny acompanhou Chad até o lado de fora, e o cara de preto pegou um ,carro velho e cinza, e sem placa, e rapidamente ligou e saiu correndo.
Então os dois entraram no carro, e sem perder tempo Chad ligou o carro, pisou na embreagem, moveu pra terceira marcha, e pisou fundo no acelerador, com o suspeito já quase sumindo na esquina a direita, por sorte havia pouco movimento na cidade, mesmo que fosse Natal a maioria da população era repleto de idosos que só queriam descansar, principalmente naquela época do ano, o barulho da sirene se espalhava por todos os lados, e todo mundo na rua ficava observando a perseguição, e ficavam facilmente impressionados com a situação.
falava Donny enquanto mexia no celular.
Chad irritado pegou o celular de Donny, e jogou pela janela.
Enquanto eles discutiam o carro do suspeito começou a diminuir a velocidade, ele era muito velho e com toda a pressão que tava levando ele não aguento, e distraídos eles não perceberam que ele ficou pra trás, bem, Chad alguns segundos depois notou, e rapidamente freiou a viatura no canto da estrada.
Chad pegou a espingarda que ficava no lado de sua cadeira e saiu da viatura empunhando a arma ja Mirando no carro do suspeito, Donny bufando decidiu levar o revólver 44., E foi bastante desanimado.
Ao chegar no carro cinza, eles perceberam que aqueles pequenos segundos foram o suficiente pra que suspeito fugisse, porém como tudo estava coberto de Neve, ficou evidente o Rastro que ele deixou.
Donny sem Questionar nem dizer nada apenas foi atrás dos rastros.
Os dois foram adentrando mais e mais na floresta até que os sol estava começando a se pôr e as pegadas estava começando a se apagar, Chad estava preucupado em chegar tarde demais, porque ele Sabia que Juliet (sua filha) não gostava quando ele demorava muito no trabalho, e Donny não tava mais aguentando aquilo, ele parou um pouco e alongou as costas.
Era uma proposta tentadora mais logo faria com que os seus esforços não fossem levado em conta, como era véspera de Natal vários dos policiais da Cidade estavam com a família, porém a cidade não podia ficar sem polícia pela semana inteira, só porque é uma cidade pequena, não quer dizer que não existe crime, então Donny aceitou já que pra ele, ficar com a família não era uma opção, e Chad também porque ama verdadeiramente o seu trabalho, e acredita que poderia deixar a família de outro polícial feliz, mesmo que ele sacrifique o tempo com a própria família.
Logo eles continuaram e o rastro levou a um lago congelado que deixava mais complicado seguir os rastros, porém, dava pra perceber o suspeito que aparentemente havia quebrado o gelo e tomado um mergulho nem um pouco acolhedor, e isso ficava claro porque eles estva acolhido no lado do buraco, mais assim que eles dois chegaram perto ele começou a andar, todo desengonçado e morrendo de frio, e Donny e Chad correram pelo gelo como se estivessem andando por cima de ovos pra evitar de acontecer a mesma coisa que o infeliz, porém alem dele evidenciar o frio, ele parecia estar com medo de alguma coisa além de um rasgado no braço que provavelmente se cortou com o gelo ou com um galho. Ele saiu do lago e foi subindo um barrando logo atrás Donny e Chad.
Assim que subiram o barranco viram uma sequência de cabanas, como se fosse um acampamento, mais eles não ingrenaram a situação, porque eles tinham um objetivo de pegar o sujeito de preto, que foi avistado entrando em uma das cabanas que Quase não abriu, assim que ele abriu, caiu no chão e mesmo que tentasse se esforçar todo aquele frio e desespero o impediam de criar forças pra se levantar, logo ficou no chão, e não demorou muito pra que a dupla de polícias conseguissem o alcançar, e já chegando lá Chad se jogou em cima do suspeito, que parecia que iria morrer congelado ali mesmo.
Falou Chad enquanto o Algemava, e o ladrão tremendo e molhado começou a suplicar:
Os dois ficaram pensando em o que fazer com o sujeito, não podiam levar ele pro carro já que ficava muito longe dali, e ja teria anoitecido e ele já teria morrido, o que fazer naquela situação, eles não podiam simplesmente deixar ele pra morrer, então do lado de fora eles começam a ouvir passos pesados.
Exclamou Chad que foi o primeiro a perceber uma presença do lado da cabana, poderia ser apenas estalos daquela madeira velha e mofada, mas claramente não era, então o suspeito começou a ficar mais agitado.
Ouvindo os gritos do meliante, Donny por preucaussão apontou a .44, pra porta enquanto os passos ficavam mais próximos, então um enorme homem apareceu, virado pro lado direito da porta.
Logo o Homem enorme, lentamente virou a cabeça, e o resto de luz que havia naquele dia iluminava uma parte do seu rosto e percebia que ele estava usando uma mascara de hockey, que estava em claramente péssimas Qualidades e totalmente rachada, e de um tom amarelado fraco, seus olhos ficavam invisíveis pela escuridão, Donny assim que percebera a máscara e toda aquela presença do Homem sentiu um frio, no estômago, não só pela aparência mais pelo modo em que moverá a cabeça, como se fosse meio robótico, toda aquela situação só o fazia visualizar um futuro nem um pouco otimista daquela situação, Chad tirou a atenção do prisioneiro,e assim que notou a figura, e lembrou daquela máscara, e sabiá de quem aquela máscara, pertencia e que nome ela remetia a todos que um dia ouvirá falar de Cristal Lake, Jason Voorhees.
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2017.11.29 20:20 tombombadil_uk Today I fucked up: a estranha sensação de reencontrar um amor do passado 12 anos depois / Parte 3

Galera, finalmente postando a última parte da saga. Depois de pensar para caralho, resolvi falar com ela pelo Facebook e marcamos de nos encontrar num café pertinho da praça onde nos esbarramos. Para quem não conhece a história desde o começo:
Parte 1 - TL/DR: sou casado, reencontrei uma garota por quem eu era apaixonado há 12 anos e só nesse reencontro eu percebi como eu fui um imbecil com ela. Em resumo, nós éramos grandes amigos, eu fiquei com medo de me declarar, meti o pé do curso de inglês que fazíamos sem dar nenhuma explicação e desapareci completamente da vida dela.
Parte 2 - TL/DR: comecei a me perguntar se aquela garota que eu reencontrei realmente era ela, já que ela parecia tão mais velha. Depois de dezenas de tentativas, achei ela no Facebook e sim, realmente era ela. Descobri que um amigo meu já tinha saído com uma prima dela há muito tempo e soube que ela teve uma vida bem escrota, foi abandonada por um marido meio babaca e agora basicamente vivia só pelo filho na casa dos pais.
Parte 3 - Taí. Nos reencontramos. Foi uma experiência que eu não sei classificar. Foi feliz, foi triste. Foi amargo, foi doce. Foi impressionante. A gente chorou um pouco junto. Escrevi um pouco ontem à noite e terminei hoje de manhã.
Só queria agradecer a todos os conselhos e dicas que recebi aqui. Reencontrar alguém do passado é uma coisa que mexe muito com a gente, faz com que nosso coração se sinta naquela época novamente. Essas quase três semanas foram muito estranhas. Foi quase uma viagem no tempo por coisas que eu achava já ter esquecido completamente. Infelizmente não posso dividir muito disso com amigos próximos, então fica aqui o desabafo.
Esse último ficou mais longo do que eu esperava. Honestamente, a gente conversou tanto que acho que resumi até demais. Como da primeira vez, fiz em formato de conto. Novamente, obrigado a todo mundo que deu um help nessa história, que finalmente se fechou.
Era um café bonito. Novo da região, era um daqueles negócios em que você vê o coração de um sonho do dono. As mesas rústicas de madeira, as lâmpadas suspensas que desciam do teto em fios de prata, como teias de aranha tecidas por vagalumes. O quadro negro cuidadosamente preenchido com os preços e até desenhos estilizados de alguns pratos. No fundo, um jazz instrumental marcava presença de forma tênue. Também era um daqueles negócios que você sabe que não vai durar muito. Que você bate o olho e pensa: “com essa crise, é melhor eu dar um pulo lá antes que feche”.
Eu presto atenção a cada detalhe ao meu redor. À roupa preta das atendentes, ao supermercado do outro lado da rua que vejo pela vitrine. Aos clientes que entram e saem de uma loja das Casas Pedro. Eu não quero esquecer de absolutamente nada. Era um ritual meu que fiz pela primeira vez aos 14 anos. Sempre tive boa memória, mas naquela época eu me esforcei para colocá-la inteiramente em ação. Era um verão e eu estava prestes a reencontrar uma prima que, anos atrás, fora minha primeira paixão. Ela nos visitava de anos em anos e, três anos após trocarmos beijos juvenis debaixo do cobertor, ela havia acabado de chegar à casa dos meus avós, onde se hospedaria.
Naquela noite, eu não consegui dormir. Por volta das 4h da manhã, peguei meu cachorro e caminhei 15 minutos em meio à madrugada até a casa da minha avó. Não, não fui fazer nenhuma surpresa matinal ou pular a janela em segredo. Eu apenas fiquei do outro lado da rua e observei tudo ao meu redor. “Eu vou lembrar desse reencontro para o resto da minha vida”, pensei, do alto dos meus 14 anos. “Eu quero lembrar de cada detalhe”.
E até hoje eu lembro. Da rua cujo chão estava sendo asfaltado, mas onde metade da pista ainda exibia os bons e velhos paralelepípedos. Das plantas da minha avó balançando ao vento, o som singelo dos sinos que ela mantinha na varanda e davam àquilo tudo um clima quase de sonho. Do meu cachorro, fiel companheiro que viria a morrer dois anos depois, sentado ao meu lado com metade da língua para fora. Do frescor da madrugada que precedia o calor inclemente das manhãs do verão carioca.
Mas não é dessa memória - e nem dessa paixão - que eu falo no momento. Eu falo dela. Dela, que eu reencontrei depois de tanto tempo. Que eu julgava já ter esquecido. Que, apenas mais de dez anos depois, eu percebi que tinha sido um babaca ao desaparecer sem qualquer despedida. Mesmo que ela jamais tivesse segundas intenções comigo, mesmo que fosse apenas uma boa amiga, eu havia errado. E aquela era o dia de colocar aquilo, e talvez mais, a limpo.
Foram três semanas de tortura comigo mesmo. Desde que achara seu perfil no Facebook e ouvira de um amigo em comum notícias de uma vida triste, seu rosto não me saía da cabeça. Ao menos uma vez por dia, eu pagava uma visita ao seu perfil e mirava aqueles olhos. As fotos, quase todas ao lado da mãe e do filho pequeno, tinham um sorriso fugaz encimado por olhos dúbios, tristes. Eles lembravam-me de mim mesmo. “Você tem um olhar de filhote de cachorro triste, por isso consegue tudo que quer”. “Você parece feliz, mas sempre que para de falar por um tempo, parece ter uns olhos tão tristes”. “Essa cara de pobre-coitado-menino-sofredor é foda de resistir, dá vontade de levar para casa e dar um banho”. Eu já havia perdido a conta de quantas vezes ouvira aquilo das minhas ex-namoradas e ficantes da faculdade. Os dela não eram muito diferentes. Quando ela finalmente apareceu, com sete minutos de atraso, eu pude perceber.
Meu coração parou por uma fração de segundo e depois disparou, como se os sineiros de todas as catedrais que haviam dentro de mim tivessem enlouquecido. Era engraçado como algumas pessoas passavam vidas inteiras sem mudar o jeito de se vestir. Ela ainda parecia com aqueles sábados em que nós nos encontrávamos no curso de inglês: os tênis All-Star, a calça jeans clara, uma camiseta simples - de alcinha, branca e com corações negros estampados - e o cabelo com rigorosamente o mesmo corte. “Talvez por isso que foi tão fácil reconhecê-la, mesmo depois de todo esse tempo”, pensei. Ou talvez eu reconhecesse aquele rosto e aqueles olhos - antes tão vivos e alegres - em qualquer lugar. Eu jamais saberia.
Como qualquer par de amigos que não se vê há milênios, falamos de amenidades no começo. Casei, separei. Sou funcionária pública, ela dizia. O relato do meu amigo, eu descobria agora, não estava perfeitamente certo. Ela não havia se demitido do trabalho, apenas se licenciado por algum tempo. “Fui diagnosticada com depressão”, ela admite, sem muitas delongas ou o constrangimento que tanta gente tem sobre o tema. “Meu casamento estava indo muito mal e eu desabei. Mas agora tá tudo bem”. Não estava, não era necessário ser um especialista para notar aquela tristeza escondida no canto do olhar.
Falei da minha vida para ela também. Contei que a minha ex-namorada que ela conheceu não deu certo e que, naquela época de fim da adolescência e início da vida adulta, eu tinha muita vergonha de falar sobre o que eu passava. Ela praticava gaslighting comigo, tinha crises de ciúme incontroláveis, me fazia sentir um crápula por coisas que eu sequer havia feito. “Você parecia tão feliz com ela”. “Eu finjo bem”, admiti. “E eu tinha vergonha de mostrar para os outros o que passava. Homem dizendo que a mulher é abusiva? Eu não queria que ninguém soubesse”.
Após quase meia hora de amenidades, eu exponho o elefante na sala de estar. Na verdade, quem começa é ela. Quando a adicionei no Facebook, falei que tinha esbarrado com ela na rua e que ficara com vergonha de cumprimentá-la na hora. Mas que queria muito revê-la depois de tanto tempo, tomar um café, falar sobre a vida. “Por que você sumiu?”, ela pergunta, no meio de um daqueles silêncios que duram mais do que deveriam. Eu tremi por dentro, mas não havia como continuar escondendo.
No começo, falei o básico. Que era de família humilde, como ela bem lembrava, e que o parente que pagava meu curso havia descoberto um câncer. Poucos meses depois, eu perdi meu emprego. Tudo isso num intervalo curto, de três ou quatro meses e perto da virada do ano. “Me ligaram do curso e ofereceram um desconto. Eu era pobre, mas sempre fui orgulhoso. Naquela época, era mais ainda. Burrice minha. Se bobear, eles iam acabar me oferecendo uma bolsa”. “Eles iam”, ela responde. “O Francisco - dono do curso - era maluco por você. Você era um ótimo aluno”. Ela dá um gole no mate que pediu. Meu café esfria ao meu lado. “Mas por quê você não falou nada comigo?”, ela continua.
Eu sabia que estava num daqueles momentos em que poderia mudar radicalmente o dia. Porque eu poderia ter mentido. “Eu não falei porque fiquei com vergonha de ter perdido o emprego”. “Eu não falei porque eu estava muito triste: parente próximo com câncer, desempregado, meu relacionamento com uma pessoa abusiva”. Eram mentiras com um pouco de verdade, mas não revelavam o grande problema. Naquele fim de tarde, eu escolhi não mentir. Nem me esconder. E eu já tinha ensaiado essas palavras dezenas de vezes nas últimas semanas.
“Olha, eu não sei se dava para reparar na época ou não. Não sei era muito óbvio, sinceramente. Mas eu era completamente apaixonado por você naquele tempo. Eu passava a semana inteira pensando no dia em que a gente ia se encontrar, trocar uma ideia no curso, caminhar junto até a sua casa. E eu tinha uma vergonha absurda disso. Eu tinha namorada, você tinha namorado e estava para se casar. Então eu achava errado expor aquilo, ser claro. E eu achava que você não gostava de mim. Eu tinha auto-estima muito baixa e esse relacionamento com essa ex-namorada abusiva só piorou as coisas. Eu me sentia um lixo, então achava que você não ia ligar se eu sumisse. Que ninguém ia ligar se eu sumisse. E foi o que eu fiz. Mas, se você quer uma versão curta da resposta, é essa: eu era completamente apaixonado por você naquela época e quis sumir, sair correndo”.
Enquanto eu falava aquilo tudo, a boca dela se abriu em alguns momentos. Às vezes parecia surpresa, às vezes parecia que ela tentaria falar alguma coisa que se perdia no caminho. Eu fazia esforço para olhá-la nos olhos, mas era difícil. Mesmo depois de todos esses anos. Tentei dar a entender com o tom de cada palavra que aquilo era uma coisa do passado, que não me incomodava mais, que agora eu queria apenas revê-la e saber como andava a vida.
O desabafo foi seguido de um silêncio que tornava-se mais pesado a cada segundo. Havia alguma coisa fervendo dentro dela, dava para ver. Foi aí que os olhos dela brilharam mais do deveriam, lacrimejando. Quando vejo aquilo, sinto que o mesmo vai acontecer comigo, mas me seguro. Ela vira o rosto e olha para além da vitrine, onde um ponto de ônibus está lotado com os clientes do supermercado e estudantes recém-saídos de suas escolas, o trânsito lento e infernal. A acústica é tão boa no bar que o caos de fim de tarde do outro lado do vidro parece uma televisão ligada no mudo. Quando ela me olha de volta, vejo que ela não faz qualquer esforço para esconder os olhos marejados.
“E você nunca me contou nada? Nem pensou em me contar?”.
Eu não sei quantos de vocês já ficaram sem notícias de um parente ou de alguém que você ama por muitos anos. Aconteceu comigo uma vez, com uma tia que desapareceu por quase 10 anos no exterior e reapareceu após ser mantida em cárcere privado por um namorado obsessivo. A sensação é estranha. É como descobrir que um livro que você tinha dado como encerrado tinha uma continuação secreta. As memórias de hoje se misturavam com as de 12 anos atrás, da última vez que li esse livro. Ela começou a contar tudo.
Ela, como eu já disse antes, era o meu ideal de felicidade. Casara cedo, tivera filho cedo, empregara-se no serviço público cedo. Era tudo com o que eu sonhava. Eu sempre quis constituir uma família, ter uma vida simples, ter um filho cedo para poder aproveitá-lo ao máximo. Mas a falta de dinheiro e a busca por uma parceira ideal sempre ficaram no caminho, assim como a carreira. O problema é que ela tinha uma vida muito diferente do que eu imaginava, muito mais parecida com a minha à época.
Acho que já deixei claro o quanto eu era apaixonado por ela no passado. Ela não era bonita nem feia, tinha o tipo de rosto que se perde na multidão sem ser notado. Filha de pai negro e mãe branca, era morena e tinha o cabelo liso levemente ondulado, quase até a cintura. Quando éramos adolescentes, ninguém a elegeria a mais bela da turma, mas dificilmente negariam que tinha seu charme. Eu a achava linda.
Mas ela, como eu, era o tipo de pessoa que tinha a auto-estima no fundo do poço. Como eu, também cresceu em um lar bem humilde. Também colecionou desilusões amorosas. E, como todo mundo já sabe, isso te transforma em um alvo perfeito para relacionamentos abusivos. O namorado dela, assim como a minha namorada à época, era muito bonito e manipulador. E ela achava que ele era a única pessoa que gostava dela, o único que lhe daria atenção. E isso fez com que, por anos, ela suportasse tudo que aconteceu entre eles. Traições, brigas, mentiras, chantagens, ameaças de abandono, ciúmes doentios. A história deles dois era tão parecida com a minha história com minha primeira namorada que eu fiquei assustado. Só que, diferente de nós, eles casaram. Eles colocaram um filho no mundo.
Ele só piorou com o nascimento da criança. Ele não era mau com o filho, ela dizia. Era um pai carinhoso, inclusive. Mas o pouco amor e bondade que ele tinha por ela transferiu-se todo para a criança. Vivia para o trabalho, para o filho e para os amigos.
“A gente chegou a ficar sem se falar por meses”.
“Morando na mesma casa e sem se falar?”.
“Sim. Nem bom dia. Nada. Eu me sentia um fantasma”.
Na contramão dele, ela dobrava-se para dentro de si própria. Abandonou a faculdade para cuidar do filho enquanto o marido formou-se com seu apoio fiel. Vivia para o filho e tinha seus problemas conjugais menosprezados pela família. “É coisa de garoto, ele vai melhorar”. “Homem quando acaba de ter filho é sempre assim”. “Vai passar”. Mas não passou, só piorou. As traições recorrentes evoluíram para uma equação desequilibrada de álcool e uma amante fixa no trabalho que ele sequer fazia questão de esconder. Ele anunciou que ia deixá-la, convenceu-a de que era um bom negócio vender o apartamento que eles haviam comprado. Racharam o dinheiro e ele foi viver a vida. Ela voltou a morar com a mãe, agora viúva.
O filho, nitidamente a coisa mais importante daquela mulher, tornou-se a única razão para viver. A pensão que a mãe recebia era baixa, o salário dela também não era bom. A pensão que o marido dava ajudava a manter uma vida extremamente funcional e sem luxos. As roupas eram das lojas mais baratas. Viagens não existiam. O único gasto relativamente alto era com uma escola particular de qualidade para o filho. O resto era sempre no básico.
Contei para ela sobre o meu sonho de casar cedo, de ter uma vida tranquila e estável. Falei que eu admirava muito a vida que ela escolheu no começo, que era a vida que eu queria ter vivido. A grama realmente é mais verde no jardim do vizinho, ao que parece.
“Mas a sua vida parecia tão tranquila, tão perfeita”.
“A minha?”.
“A sua namorada naquela época era uma menina tão bonita, eu lembro dela. Loira, bonita de corpo. Até lembro que ela fazia medicina e ainda era dançarina. Eu achava ela linda, perfeita. E você… você era sempre tão fofinho. Carinhoso e atencioso com todo mundo. Inteligente pra caralho, nem estudava e tinha as notas mais altas em tudo. Todo mundo gostava de você, todo mundo queria ser seu amigo e você nem se esforçava para isso”.
“Eu não lembro disso…”.
“Porque você não se achava bom. Você tinha 16, 17 anos e sentava para conversar de igual para igual sobre cinema e livro com uns professores de 40 e poucos anos. Você parecia fluente conversando com os professores em inglês e espanhol enquanto a gente tentava chegar perto disso. Passou no vestibular de primeira. Você não percebia, mas você era o queridinho de todo mundo. Você não era o garoto malhado bonitão, você era o garoto charmosinho e inteligente que todo mundo gostava. Eu gostava de você também. Gostava mesmo, de verdade. Eu tinha uma paixãozinha por você. Mas eu achava que eu não tinha a menor chance. Eu achava que eu merecia o meu namorado. Que eu era feia, ruim. Que ele estava certo em me falar aquelas coisas”.
“Eu era completamente apaixonado por você”, eu respondo. “Eu pensava em você todo dia”.
Engraçado como as pessoas se veem de maneira tão diferente. Eu me definia de três formas quando a conheci: eu sou gordo, eu sou feio, eu moro num dos bairros mais pobres e violentos da cidade. No dia seguinte, de manhã, eu olharia minhas fotos de 12, 14 anos atrás e me surpreenderia com quem eu via ali. Eu era bonito, só um pouco acima do peso. Com 16 anos, eu já era o barbado da turma antes de barba ser coisa hipster. Na foto do colégio, uma das últimas do terceiro ano, eu parecia tão dono de mim, tão no controle. Eu tinha aquela cara de inteligente e rebelde. Por dentro, eu era completamente diferente. Inseguro, assustado, sem auto-estima alguma e com uma namorada abusiva.
São sete e meia e a noite já começa a cair no horário de verão. Educadamente, uma das atendentes nos indica que a galeria onde o café funciona vai ser fechada em breve. Eu pago a conta e nós ficamos meio perdidos, sem saber o que fazer. Ela ainda tem os olhos inchados, eu também. Os funcionários da loja nos olham de forma surpreendentemente carinhosa, não sei o quanto eles escutaram do desabafo.
Saímos em silêncio do café, ela atendeu a uma ligação da mãe. Minha esposa estava fora do estado e só voltaria dali a alguns dias, então eu estava bem relaxado em relação às horas.
“Não sei se você precisa voltar para a casa por causa do Hugo, mas tem um bar aqui perto que é bem vazio a essa hora. A gente pode sentar pra conversar”, eu digo.
“A gente tem mais coisa para conversar?”. Ela pergunta sorrindo, não vejo nenhum traço de mágoa no seu rosto.
“Claro que tem. Doze anos não se resolvem em duas horas”.
Fomos para um bar pequeno ali perto, um que eu costumava frequentar nos tempos de faculdade. Nos tempos em que eu pensava nela e não me achava capaz de tê-la. Ele pouco havia mudado de 12 anos para cá: a mesma atmosfera que fazia dele aconchegante e levemente depressivo ao mesmo tempo. Era um bar das antigas, com azulejos portugueses azuis e poucos frequentadores. O atendimento era excelente e o preço razoável para a região, mas aquela estética de 40 anos atrás parecia espantar os frequentadores mais jovens. Os poucos que iam lá, no entanto, eram fiéis. Como eu fui no passado.
Nos sentamos no fundo do bar vazio em plena terça-feira e desnudamos nossas vidas um para o outro. “Eu quero saber quem você é”, eu comecei. “A gente falava sobre um monte de coisa, mas eu não sei nada sobre você. Sobre sua família. Sobre sua infância, quem você é. E você não sabe nada sobre mim”. Ela riu. “Você é maluco”. “Não, só quero te conhecer melhor. Compensar por ter sido um babaca há doze anos”.
A conversa foi agridoce. O que mais me assustava era como tínhamos origens semelhantes, desde a família até a criação. Os dois criados no subúrbio do Rio de Janeiro, os dois de famílias humildes que, por conta da pobreza e da necessidade de contar uns com os outros, permaneciam unidas. Primos de terceiro ou quarto grau criados próximos, filhos que casavam e formavam suas famílias nas casas dos pais. Assim como a minha família, a dela investiu tudo que tinha para que ela estudasse em um colégio particular até que eventualmente ela passou para uma escola pública de elite.
Nossas duas famílias tinham essa estranha tradição carioca que mistura catolicismo, umbanda e espiritismo, um sincretismo religioso que eu, como ateu, tenho dificuldade em entender - mesmo tendo crescido nesse meio. Assim como eu, achava-se feia, indesejada na adolescência. Isso fez com que rapidamente trocasse o mundo cor de rosa pelo rock e pelos livros. No meu caso, eu acrescentaria videogames e RPG, mas o resto não mudava muito.
“Na minha escola, tinha muita patricinha, muito playboy. Eu não aguentava eles. E eles sabiam que eu era pobre, então não se misturavam muito comigo”. Contei a minha versão para ela. “Eu gostava de ler, RPG e jogar videogame. Mas eu era muito pobre, fodido mesmo. E isso tudo era coisa de gente com grana na época, né? Então eu acabei ficando amigo dos nerds na época por conta dos gostos comuns. Eu tive sorte, demoraram a perceber que eu era pobre. Eu tenho toda a pinta de gente com grana, essa cara de europeu que engana. Quando perceberam que eu era duro, foi só no segundo grau. Ali eu já era um pouco mais cascudo, tinha bons amigos”. Ela não.
Era tudo tão igual que, em dado momento, eu parei de falar que havia sido igualzinho comigo. Eu esperava ela terminar a parte dela. Falava a minha. E intercalávamos nossas histórias, os dois surpresos com as semelhanças. Provavelmente a grande diferença era a vida dela após ter o filho e abandonar a faculdade. Ela trabalhava em uma repartição pública onde tinha 20 anos a menos do que a segunda funcionária mais nova, se afastou dos amigos. Era estranho conversar com ela. Não usava redes sociais praticamente, apenas para trocar mensagens com parentes distantes e mostrar fotos do filho para eles. Não via séries, não tinha Netflix - só novelas. Não conhecia bandas novas, não era muito de ir ao cinema. Era uma sensação estranha, mas parecia que boa parte da vida dela tinha parado em 2006 ou 2005. Os hábitos dela e poucos hobbies pareciam os de uma pessoa de 50 e poucos anos.
Me doeu imaginar o que poderia ter sido, o que poderíamos ter feito juntos, como poderíamos ter sido bons um para o outro. Pensei na minha esposa, que tem um perfil familiar radicalmente diferente do meu. Ela vem de uma família de classe alta, só com engenheiros e funcionários públicos de elite. O mundo dela era muito diferente do meu, tão diferente que às vezes me assustava. Famílias que não se falavam e que, mesmo endinheiradas, brigavam por herança e cortavam laços de vida por conta de bens que eles não precisavam. Todos católicos ou evangélicos, sem exceção. No máximo um ou outro ateu escondido no armário, como eu.
Essa diferença nos causava estranhezas, pontos de atrito que me surpreendiam. Quando eu elogiava a decoração de uma festa, ela falava do preço e da empresa que a produziu. Ela sentia uma obrigação social em aparecer em eventos familiares ou do círculo social deles, de ser e parecer uma boa esposa. Eu só queria estar onde eu estava afim e quando eu estivesse afim, nunca vi a família como uma obrigação social. Eles discutiam herança entre irmãos com os pais bem vivos, nós nos preocupávamos em fazer companhia à minha mãe quando meu pai morreu. Já era meio subentendido que abriríamos mão de qualquer coisa e deixaríamos tudo para minha mãe, tendo direito ou não.
Havia uma preocupação com patrimônio, normais sociais e aparências que, por muitas vezes, me assustavam. Muitas vezes ela parecia desgastada ou enojada com isso também, mas fazia porque alguém na família tinha que fazer, porque era tradição, porque sempre foi assim. Eu assistia àquilo atônito, impressionado como uma família tão numerosa quanto a minha - com literalmente dezenas de primos e tios até de terceiro grau que moravam em um mesmo bairro - era tão mais simples e unida do que uma dúzia de endinheirados que pareciam brigar por coisas fúteis.
Ela, que estava ali do meu lado, não. Tudo que ela me contava soava como uma cópia fiel da minha família, apenas em escala ligeiramente menor. Pensei em como as coisas seriam simples ao lado dela, despreocupadas, tranqulas. Que eu não passaria a vida sendo julgado pela família da minha companheira como o ex-pobre com pinta de hipster que conseguiu ganhar algum dinheiro, mas não tem muita classe nem é muito cristão, como nos últimos anos.
As palavras que saíram da boca dela depois de uns dois ou três copos de cerveja poderiam muito bem ter sido lidas do meu pensamento. “Você acha que a gente teria sido um bom casal? Que a gente ia se dar bem?”.
“Não tem como saber”, eu respondi. “Mas a gente pode imaginar”. E a gente começou a brincadeira mais dolorosa da noite, imaginando como seria se tivéssemos ficado juntos 12 anos atrás.
“Eu jogava videogame para caralho, você ia se irritar. E eu ia te pentelhar para jogar comigo”, eu comecei.
“Eu gostava de videogame, só não jogava muito. Eu ia te arrastar para show da Avril Lavigne e da Pitty, você não ia gostar”.
Eu sorri. “Eu não tenho nada contra as duas”.
“Britney e Justin Timberlake também”.
“Porra, aí você já tá forçando a barra, amor tem limite”.
Falamos sobre meus primeiros estágios, sobre como eu era maluco e fazia dois estágios e faculdade ao mesmo tempo. Saía de casa às cinco da manhã e voltava às onze da noite. Tudo para conseguir ter uma grana legal, já que na minha área os estágios eram ridiculamente baixos. Ela falava sobre a rotina de estudos para concurso, sobre como foi difícil conciliar a faculdade - que ela eventualmente abandonou por causa do filho - com o recém-conquistado emprego público. Eu falava do meu início de carreira, que foi bem melhor do que eu jamais imaginara, como subi rapidamente. Como eu achava estranho ganhar a grana que eu ganhava - que não era nada extravagante, garanto - mas meus hábitos simples faziam com que eu mal gastasse metade do salário. Ela falava da depressão que tomou conta dela ao perceber que estava num emprego extremamente burocrático e ineficaz, deixando-a incapaz de buscar outras alternativas. Falamos sobre a morte dos nossos pais, que parecem ter conspirado para falecer no mesmo ano.
Em algum momento, a cabeça dela repousou no meu ombro. Eu não soube o que fazer. Pensava apenas na minha esposa, em jamais ter traído ela nem nenhuma outra mulher. Foi aí que eu percebi que ela chorava e, novamente, eu chorei também.
“É engraçado a gente ter saudade de algo que a gente não teve”, eu disse, lembrando de um livro que eu li há muito tempo.
“Acho que a gente seria um casal do caralho”, ela disse, com um inesperado sorriso entre as lágrimas.
“Ou talvez a gente se detestasse e desse tudo errado, a gente nunca vai saber”.
“A gente nunca vai saber”, eu repeti, mentalmente. Como um vírus, a ideia se espalhou dentro de mim rapidamente. “Eu posso fazer uma diferença na vida dessa mulher, na vida do filho dela, na própria família dela. Eu posso ter uma vida mais tranquila ao lado dela, sem essas picuinhas de família rica. Minha esposa pode encontrar um homem muito melhor para ela. Um cara rico, cristão e que tenha a classe e pose que a família dela tanto quer. Isso pode acabar bem para todo mundo”.
Mas não podia. Lá no fundo, eu sabia que não podia. Eu tinha quase uma década de história com minha esposa. Eu tinha um casamento plenamente feliz atrapalhado por alguns poucos problemas familiares e inseguranças minhas. Tínhamos uma química ótima, gostos parecidos para livros e filmes, nos dávamos bem na cama. Valia a pena jogar aquele relacionamento tão bom e funcional - algo que me parece cada vez mais raro hoje em dia - por uma aventura fugaz? Um remorso do passado? Em um relacionamento com uma estranha que eu estava voltando a conhecer havia algumas horas?
“Você nem a conhece”, dizia a cabeça. “Ela é igual a você”, dizia o coração.
No fim das contas, eu segui a cabeça. Conversamos até quase dez da noite. Pegamos um Uber e fiz questão de deixá-la em casa, um prédio pequeno em um bairro abandonado do subúrbio. Quando o carro parou, ela se demorou um pouco do meu lado e, por impulso, eu segurei a mão dela. Ela me encarou assustada e ansiosa. Eu pensei em beijá-la, em ligar o foda-se e jogar tudo para o alto ali mesmo. Mas eu só desci do carro com ela na rua deserta e caminhamos juntos para dentro do prédio, sem saber exatamente o que a gente estava fazendo. Pedi para o motorista me esperar e disse que depois acertava uma compensação com ele.
“Eu vi o seu Facebook. Você é casado com uma mulher linda. E inteligente. Você não vai me trocar por ela. Nem eu quero acabar com o seu casamento”.
“Você acha ela linda e inteligente?”.
“Você sabe que ela é”.
E então eu desabafei. Falei que passei as últimas semanas reavaliando meu casamento e meu futuro, encarando a foto dela no Facebook de tempos em tempos. Que meu coração quase parou quando encontrei-a pela primeira vez. Que eu gostava de tudo nela. Da dedicação como mãe, da simplicidade, dessa aura de pessoa correta que ela exalava sem fazer esforço, desse espírito suburbano e familiar que ela tinha. Dos olhos dela, tão animados no passado e tão tristes agora. De como eu estava me segurando para não beijá-la naquele dia todo.
“Você é linda. Eu sei que você se acha feia, eu sei que você acha que ninguém vai se interessar por você. Mas você é uma mulher foda, e nem preciso subir para saber que você é uma mãe foda, uma filha foda. Não deixa a vida passar. Eu tenho certeza que tem mais gente que, igual a mim, já percebeu isso em você e não sabe como falar. Não faz de novo a mesma coisa que a gente fez lá atrás. Eu só queria que você soubesse disso porque eu acho que você merece ser muito mais feliz do que você é agora. E você não tem ideia de como você me deixou maluco esses dias todos. Eu sou bem casado com uma mulher linda sim, mas só de encontrar você eu tive vontade de jogar tudo para o alto”.
Foi um monólogo mais longo do que eu esperava. De novo, ela chorou. Dessa vez, eu contive as lágrimas. O abraço que partiu dela foi um dos melhores e mais tristes que já ganhei na minha vida. Havia ali uma história de amor não vivida, saudades de uma história que jamais colocamos no papel, de um mundo que nunca existiu. Ela me apertou forte e eu sentia minhas mãos tremerem.
Encostamos as laterais do rosto um do outro, aquele prenúncio de um beijo adiado. E que tive que usar todo auto-controle do mundo para manter adiado. Me afastei, olhei nos olhos dela, sorri e fui embora. Quando o Uber saiu, ela ainda estava parada na portaria e minhas mãos ainda tremiam.
Eu não sei se essa história acaba aqui ou não. Mas eu tenho quase certeza que sim. Algum dia eu vou contar tudo isso para a minha esposa, mas vou esperar esse sentimento morrer primeiro. Eu conheço ela o suficiente para saber que, em um bom momento, ela não ficaria triste com essa história. Eu até consigo imaginar a reação dela, repetindo a frase que ela me diz desde que a gente casou. “Eu te conheço. Você não vai me trair com alguma gostosona oferecida por aí. Se alguma coisa acontecer, você vai se apaixonar por alguém. Eu te conheço, você é romântico. Mas a gente se resolve”.
Quando cheguei na minha casa vazia, sentei e escrevi quase tudo isso de uma tacada só. Sem revisão, sem pensar muito. Eu acho que eu poderia escrever dezenas de páginas sobre os detalhes da conversa, mas isso aqui já está longo demais. Antes de dormir, eu vejo que tenho uma mensagem no Whatsapp.
“Foi muito bom encontrar você”.
Toda aquela tentação de falar algo mais grita dentro de mim, se debate.
“Foi bom te ver também :) “.
Por via das dúvidas, coloquei o celular em modo avião e suspirei. “Eu tô feliz ou triste?”, me perguntei. Parece uma pergunta simples e relativamente objetiva, mas eu não soube responder. Eu custei a dormir, com medo de sonhar com ela. Quando eu acordo no dia seguinte e me preparo para ir ao trabalho, a impressão que eu tenho é de que tudo foi um sonho. Vê-la, reencontrá-la, chorar, abraçá-la.
E, como quando a gente acorda de um sonho triste, eu volto a viver minha vida normal para esquecer. Hoje tem reunião com cliente. À noite, preciso pegar minha esposa no aeroporto.
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2017.09.04 16:25 sunkarD [Me ajuda, /r/brasil] Parede de Texto > Estou perdido sobre o que fazer, preciso de opiniões de fora para ter mais opções

TL;DR : Sai de uma cidade aonde morava com minha mãe aonde não há empregos na área que eu estudei e fui morar com o meu pai temporariamente, Caso eu não consiga emprego em 1~2 meses terei que voltar a morar com a minha mãe, preciso de opções sobre o que fazer pois não consigo emprego e não quero voltar a morar com ela.
Bom dia/Tarde/Noite a todos, fiquei muitas semanas pensando se eu deveria escrever isso pois não quero parecer mimizento ou algo do tipo, mas chega uma hora que eu tenho que tomar pequenas decisões.
Vou ter que contar uma parte da minha vida vai ser longo, peço perdão por isso, vou tentar ser o mais breve possível.
Desde que eu me recordo por gente eu tive problemas com a minha mãe pois ela me ama com aquele aquele ULTRA PROTETIVO, do tipo qualquer coisa ela é paranoica ao ponto de achar que qualquer coisa vai dar problema. Então tive problemas do tipo se eu quisesse sair de casa para comprar um pão na padaria ali na esquina eu não podia, passeios da escola eram complicados, nunca fui em "balada/matinê" coisas do tipo, trabalho na casa de amigos? Era um inferno, tive muito problema com isso durante período escolar. Eu ACHO que vivendo assim por tanto tempo com me fez ser uma pessoa anti-social e introvertido (Tenho dificuldades para conversar com outras pessoas / fazer amizades)
Quando terminei o colegial (Realmente não sei como consegui passar em algumas matérias, tipo Química e Matemática), fui 'obrigado' a fazer a faculdade logo em seguida, pois por meus pais serem separados minha mãe fez uma pressão para que eu fizesse alguma faculdade para continuar recebendo pensão do meu pai por estar estudando (Era o que ela dizia), eu SEMPRE quis fazer algo relacionado a Agricultura ou Pecuária pois sempre quis viver no campo ou algo assim (Ainda penso nesse estilo de vida), porém NUNCA que eu o filho caçula (3 Filhos no total, 2 são mulheres) iria poder sair debaixo das Asas dela, acabei cedendo por não ter 'forças' para brigar com ela. Decidi fazer Desenvolvimento de jogos (Minha paixão é jogar então pensei que seria algo que eu ia gostar) porém a faculdade que era a mais próxima de casa (Sim até nisso tava foda, tinha que ser uma faculdade perto de casa para ela me levabuscar o máx que consegui fazer era ir pra faculdade de metrô mas mesmo assim após muita briga) não tinha fechado a turma para a matéria, então tive que escolher outra matéria.
Acabei escolhendo Gerenciamento de Redes de Computadores, no último ano consegui um estágio para uma empresa grande ( No qual um amigo na época trabalhava) porém só consegui ficar 2 meses lá, pois era muito 'longe' para a minha mãe ficar me levando/buscando (Pois é... FODA). No fim um outro amigo me deu uma oportunidade de emprego num local mais próximo aonde eu conseguiria fazer o estágio e ivir sem precisar de ninguém pois era próximo ao metrô (Metrô foi minha salvação e condenação, direi o porque em breve). O trabalho na época era tranquilo, porém com o passar do tempo tinha vezes que eu precisava ficar após o expediente ou quando eu queria conversar um pouco com os outros funcionários e ficava no bar e isso era UMA MERDA, pois a cada 10~15 minutos minha mãe ligava perguntando aonde eu tava / o que eu estava fazendo (Ela tava preocupada comigo, eu sei. Não era maldade, MAS ERA HORRÍVEL PRA MIM ter ela sempre me "vigiando", tinha vergonha porque as pessoas ao meu redor notavam como eu era vigiado).
Nesse meio tempo concluí a faculdade, porém eu não fiz a colação de grau que era exigida para retirar o diploma... Porque justamente era necessário ir na festa de formatura realizar esse ato de colação para ter o diploma (Sair de noite para ir na festa e fazer a colação??? Quem dera...) Tá certo que até hoje nunca precisei apresentar diploma, MAS NÉ... (Já sei como conseguir o diploma atualmente, porém não tenho condições para fazer)
Depois de um tempo acabei indo trabalhar em outra empresa relacionada ao metrô, então novamente estava eu lá sempre utilizando o metrô para trabalhar e voltar pra casa. Aqui foi o meu erro, eu me acostumei a andar de metrô, achava que tudo o que eu precisaria fazer era só saber usar ele e que tudo daria certo durante o resto da minha vida. Acabei que não fui tirar minha habilitação de carro (MAIOR ERRO DA MINHA VIDA, QUEM ESTIVER LENDO, POR FAVOR SE VC TIVER CONDIÇÕES TIRA ESSA CARTA DE MOTORISTA, MESMO QUE VOCÊ NÃO TENHA CARRO).
Após alguns eventos na minha família, acabei me mudando com a minha mãe e a parceira dela (Parceira da minha mãe É MUITO AMIGA, considero realmente como uma 2ª Mãe, ela é gente boa pra caramba e sempre "brigou" por mim) para uma cidadezinha do interior de São Paulo, Ali minha vida desandou totalmente, os poucos amigos que eu tinha quando morava em São Paulo (2 pra ser exato, mas gosto muito deles ainda. Tenho contato com 1 deles quase que diariamente graças a jogos online / chat de voz), agora estavam longe. Fui pra uma cidade que não conhecia ninguém e pra piorar tudo o que eu trabalhei ou sabia trabalhar com não era útil naquela cidade, pois não era uma cidade que tinha área tecnológica, passei uns anos desempregado lá vivendo com elas.
Acabei que reuni forças não sei da onde para falar com a minha mãe que iria morar com meu pai para procurar um emprego, Foi uma briga complicada que levou dias, no fim eu "consegui" a aprovação, pois ela viu que seria melhor pra mim me mudei para Santos, fiquei uns 4~5 meses aqui e consegui emprego, porém eu fiz outra cagada na vida... eu sai do emprego e >Voltei< a morar com ela, Deixe-me explicar o porquê. A idéia de sair para pegar o emprego foi, por causa de um primo que ia se mudar para os Estados Unidos e ele falou que ia me ajudar a ir pra lá. (Fui inocentão comprado com a idéia de morar totalmente fora daqui), quando voltei para a casa da minha mãe para começar a organizar as coisas para viajar pra fora houve um problema com meu primo o que fez com que ele não fosse e eu acabei ficando na casa da minha mãe mesmo. O tempo foi passando e o dinheiro que eu juntei também, maioria do dinheiro foi embora pra pagar plano de saúde /tarifa bancária e essas coisas que te suga o dinheiro e vc nem sabe da onde, além do fato que meus dentes do siso terem me feito gastar tudo o que juntei.
E fiquei nessa, o que eu fazia o resto do tempo era simplesmente me isolar no quarto e ficar o dia inteiro no computador fugindo da realidade e querendo evitar contato ao máximo com o "mundo externo" enquanto procurava emprego e tudo mais.
Recentemente houve um outro "surto meu de não aguentar mais viver lá", daquela forma e eu quero ter minha 'liberdade'. Decidi pegar minhas coisas e voltei a morar em Santos com o meu pai, mas tem um porém. Ele falou que não iria me sustentar ( O que acho justo, pois um cara quase aos 30 anos sendo sustentado pelos pais é meio 'complicado' na minha opinião) e foi fazer uma viagem que já havia programado.
Havia 1 condição para eu poder permanecer aqui até ele ir viajar que era arranjar um emprego, bem... eu consegui arranjar um emprego em 1 semana após mudar pra cá, Fiquei trabalhando numa loja de artigos de informática como vendedor de loja, trabalhei para o cara durante uma semana aonde no fim o cara me demitiu (e os outros funcionários, pq ele era um babaca que só precisava de uns troxas para trabalhar para ele enquanto a mulher dele estava doente), não me pagou nada, além de eu ter que ter aguentado várias humilhações ali e ser maltratado e tudo mais (Por favor, não destratem os atendentes de loja, eles já passam por muitos problemas para estar trabalhando lá e tentar te atender com um sorriso, mas nem sempre é possível, tenham empatia com eles), conversei com meu pai e ele "permitiu" que eu ficasse aqui pois ele viu que eu estava me esforçando.
Agora finalmente terminando a história, eu estou aqui. Morando sozinho em Santos temporariamente com R$0,00 no banco. Apenas com uns R$250,00 que meu pai deixou para comprar comida e usar o dinheiro para me locomover até os locais de entrevista (Enquanto estava escrevendo esse texto 2 empresas me ligaram para agendar entrevista amanhã, mas não sei se irei conseguir (1 Vaga para Telemarketing e 1 Vaga para Vendedor Imobiliária.) Caso eu não consiga emprego até o dia que ele voltar de viagem eu simplesmente vou ter que voltar a morar com a minha mãe e eu SEI que se eu voltar pra aquela cidadezinha do interior eu tô ferrado pois além de eu não conseguir emprego eu acho que a minha vida vai voltar a ser sugada e vou me isolar novamente.
Eu fico pensando realmente o que fazer, pois eu já mandei currículo para várias empresas e diversos cargos (Desde Faxineiro, até Suporte Técnico, Designer Gráfico e afins) e se eu não conseguir não sei como lidar com a situação (Não, não vou dar um Game Over em mim). No fim eu só queria trabalhar, juntar meu dinheiro para pagar minhas contas e ficar no computador jogando com meus amigos (Que é uma habilidade que eu descobri que tenho que é conseguir ficar por 12horas ou mais jogando... Quem dera se eu conseguisse ganhar dinheiro fazendo Stream / Vídeos, porém meu notebook não aguenta...Pra mim é frustrante isso de não conseguir fazer dinheiro com isso).
Uma coisa que me veio na cabeça agora é se eu tivesse como viver naquelas fazendas/sítios de colab ou algo assim, eu li em algum lugar. Ou viver em algum lugar comunitário mais natural,sei lá... tô tentando abrir minha cabeça para novos estilos de vida.
Desculpa o texto longo, sintam-se a vontade para falar o que quiserem, seja positivo, negativo, hate, troll, alguma idéia, Oferecer vaga de emprego, ou qualquer coisa.
Obrigado.
Edit: Foi meu 1º Post no Reddit, desculpe o Título repetido, eu não sabia por Flair.
submitted by sunkarD to brasil [link] [comments]


2016.12.06 21:44 lakeyosemit2 Os comentários (e comentaristas) mais cima e baixovotados do /r/brasil

Edit: Dentre os últimos 57 mil. Farei dentre todos comentários de todos os tempos, mas vai demorar um pouco pra processar os dados.
Recentemente achei esse site com um arquivo de ~7 bilhões de comentários do reddit (37GB descompactados). Como os do /brasil podem ser de interesse geral por aqui e nem todo mundo tem o espaço em disco necessário, disponibilizo aqui (3.7 MB) os comentários do /brasil filtrados e já em formato CSV para quem quiser brincar (dá pra fazer word clouds, etc). Pretendo fazer o mesmo com as submissões hoje à noite, se alguém quiser o CSV final envie-me uma PM que forneço-o amanhã. Em tempo, aproveito para compartilhar convosco os melhores e piores comentários do /brasil, bem como os comentaristas com maior e menor karma acumulado nos últimos 57 mil comentários feitos ao sub (paging kupfernikel para atualizar a Estatueta Amácio Mazzaropi de Nióbio).
Os 20 comentários mais odiados:
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-64 Dinosaur_Supervisor Vamos combinar: videogame não é esporte.
-43 hivemind_disruptor Cientista politico aqui. Essa PEC não controla gastos. Ela força todos os presidentes nos próximos 20 anos a não investir em áreas especificas e poder investir no que Temer acha bom. Essa PEC é ruinzinha pacas no texto dela. Sem contar que esse tipo de limitação de gastos não é utilizada em nenhum país do mundo.
-41 [deleted] [removed]
-41 desinteria chora moro... tá começando a dar de cara com as merdas que fez... já não bastava o STF que não aguenta mais...
-40 scafutto20 Vindo de uma fonte tão imparcial cof cof como a globo, só me resta acreditar né kkkkkk #sqn
-39 [deleted] [removed]
-37 squidstuckthemorning Parece justo. Cada um que responda pelo que fez. Como já disse outras vezes, não quero que o Temer seja cassado. Deixa o infeliz lá até 2018 para o país voltar a normalidade logo. Edit: Isso, caprichem nos downvotes. Disse isso antes e sigo firme na minha opinião. Abraço
-35 [deleted] [deleted]
-33 [deleted] [deleted]
-32 juniordoce Enquanto o governo corta na saúde e na educação, nosso dinheiro banca o exército brasileiro fazendo trabalho de polícia no Haiti e no Congo. Parabéns para todos os envolvidos, principalmente para o Lula pela sua arrogância e megalomania.
-31 Nelson_Rubens Para os curiosos: http://www.laranjasnews.com/politica/saiba-qual-crime-marcelo-crivella-cometeu-foto-veja
-30 [deleted] [deleted]
-30 kCab00se A pergunta correta seria: e se na ditadura militar tivessem colocado na constituição como cláusula petrea a proibição de comunismo no Brasil. Aí eu respondo, não chegaríamos ao nível de corrupção e violência que temos atualmente e como bônus o PT nunca teria existido.
-30 subtosilencio que diferença faz a cor da miss? que materia racista!
-29 AqueleCaraChato Eu também gostei. Bring the downvotes, bois.
-29 gustavopmrq kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk só que não
-29 salamito claaaaaro claaaaro dai quando ele sair e o pais estiver PIOR, vai ser dito que foi porque 'não deu tempo' e que o 'estrago era muito grande' cara, é seeeempre a mesma história, e pra variar QUEM que está se fodendo hoje? o pobre
-28 parallel_life O PSOL sempre tendendo a direita como sempre. Se bobear ele vai perder a eleição e procurar uma vaguinha no governo do Crivella.
-27 Aymoreh Alguém poderia oferecer VERGONHA NA CARA pra esse pulha! Esse vagabundo não vale sequer os dejetos que produz!
-27 fallowtheright Até esse foi enganado pelos programas sociais ilusionistas brasileiro
Oa 20 comentários mais adorados:
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237 nerak33 A Mônica e o Cebolinha vivem o bullying como devia ser se o mundo fosse cor de rosa. Eles vivem o sofrimento humano só com as lágrimas, mas sem o rancor e a amargura que as injustiças deixam na gente. Mônica é a dona da rua. Cebolinha se acha mais esperto e quer ser ele o dono da rua - simbolicamente quer roubar o coelho dela, o Sansão. Assim como Dalila precisava tirar o cabelo do herói para tirar sua força, Cebolinha precisa roubar Sansão para tirar o poder simbólico, o cetro de Mônica. Mas seus planos sempre dão errado e ele apanha. Porque bate nos meninos, Mônica é a dona da rua. O ciclo se repete. Quem começou? Não dá pra saber. Isso distancia a 'violência' entre essas crianças de uma relação de bullying. É uma rivalidade em pé de igualdade. Mônica chora, mas também se defende. Cebolinha apanha, mas não perde o sarcasmo. Eles sofrem, mas não são derrotados. São como os clowns. A gente ama tanto a nossa humanidade que há neles, e é por sofrerem que são humanos. Mas eles sofrem sem rasgar e sem perderem a humanidade. São mais humanos, por não serem de carne. E são crianças. São capazes de serem ao mesmo tempo malvados e doces uns com os outros. Vão nas festas de aniversário uns dos outros e combatem vilões juntos. Ajudam a tirar ciscos do olho e consolam-se quando estão tristes. Acho que no céu é assim: as crianças ainda brigam, mas nunca se machucam e sempre se perdoam. Não é a toa que a Turma da Mônica funciona, mesmo com o traço simplório, a seqüência de quadros e fundos preguiçosos, etc. São histórias que tratam o leitor infantil com honestidade e também com carinho.
214 aiguilledumidi Estava subindo a rua do colégio em que voto e ouvi um pai falando pra filha, a menina devia ter uns 5 anos, 'FIlha, nunca vote nos candidatos desses panfletos, eles não se importam com a cidade, olha só quantos papéis no chão, eles só sujam a rua'
193 O_abysswalker Você foi visitado pelo caranguejo de brasília Diga 'COMO VOTA,DEPUTADO?' e você receberá paz e saúde depositados diretamente na suiça
191 g-c-a O nome técnico geológico é rocha para aglomerados de vários minerais. Prefere-se 'pedra' quando se fala de um único mineral (e.g. pedra preciosa). Claro que o autor desconhece esses detalhes. Para ele, provavelmente, o termo rocha deve ser meramente um rebuscamento para pedra. No entanto, somos obrigados a concluir que piroca é gostosa.
169 bhsn come a mulher dele e se ele reclamar come ele também, pronto.
169 lKauany O mais engraçado é que o PT tinha 1 (um) ((~UM~)) trabalho só, basicamente. A gente perdeu uma década (80) e fez sacrifícios e reformas dificílimas na outra década (90) para conseguir recuperar a capacidade do Estado de operar. Tudo que o PT tinha que fazer para manter a estabilidade macroeconômica era cumprir o tripé: Meta fiscal (superávit primário), meta de inflação e câmbio flutuante. O Lula conseguiu não foder tudo no primeiro mandato. Abriu mão de todas suas promessas de campanha PSOLentas, fez a carta ao povo brasileiro e seguiu a política econômica ortodoxa, chamou Henrique Meirelles (que era deputado ou candidato pelo PSDB) para o BC, chamou um monte de liberal-ortodoxo no primeiro mandato. Porra, eu tive esperanças. ELES CONSEGUIRAM FAZER O MÍNIMO. Manteram o tripé, a estabilidade econômica, que permitiu o crescimento, o controle do nível de preços, a intensificação de politica social. Tá acontecendo?! Aí no Governo Lula 2 as coisas começam a mudar. Vem Mantega, vem desenvolvimentismo, BNDES, desleixo com as metas do tripé. Na época eu falei tudo bem, a gente consegue sobreviver. Mas aí veio a Dilma, que fez a ANTÍTESE do tripé. Literalmente, a frase 'tacar o foda-se' tomou novas proporções. Meta de inflação? Vamos utilizar o Banco Central de cobaia para os nossos experimentos desenvolvimentistas e diminuir juros na marra, achando que as coisas funcionam dessa forma. O investimento não veio, a inflação estourou o teto da meta. - E quando a coisa deu errado? ->; Controle de preços. Sério, controle de preços administrados. É como se a gente não tivesse aprendido nada. Meta fiscal? Hahaha, quem precisa disso? Como vou manter superávit se preciso dar mais dinheiro para o Eike e para o Marcelo Odebrecht?! Não precisamos de reforma fiscal, tá tudo ótimo, aguentamos ficar no ritmo que estamos, deixa os servidores públicos, coitados. Pleno emprego, limites da expansão fiscal? Fizemos política anti-cíclica depois da crise, pq não podemos fazer eternamente?! - E quando a coisa deu errado ->; Pedaladas, fraude fiscal. Câmbio flutuante? Isso é coisa de neoliberal tucano. Vamos gastar bilhões em swaps controlando o câmbio. - Quando deu errado? ->; Continuaram fazendo. Resultado: Maior crise desde o crash da bolsa (1929-1933), por motivos puramente domésticos (ao contrário das propagandas, não existe crise internacional, nenhum economista corrobora com a tese), em um país que consegue a proeza de crescer só mais que a venezuela e a rússia (que está em guerra). Vocês entendem como é difícil fazer isso? Um país gigante, uma potência regional, em tempos de paz e ambiente externo favorável, entrar em uma depressão profunda só por conta de políticas econômicas erradas uma atrás da outra? É tipo assim, average stupid não consegue fazer isso. Precisa ser advanced stupid. Precisa ser um outro nível de estupidez, demagogia, arrogância e populismo para conseguir fazer o que fizeram. Não foi trabalho de amadores fazer o país voltar 30 anos no tempo. A Dilma tinha 1 trabalho. Era só fazer o feijão com arroz. Ao invés disso ela decidiu jogar uma bomba atômica em todas as instituições que mantinham esse país onde estava. Deu no que deu. Vamos precisar de mais 10 anos para corrigir as coisas, vamos chegar em 2020 com o nível de produto de 2009. E depois ficar falando 'é culpa do PT' é alienação.
161 Eitjr O Lula sempre falou: ah o sítio era de um amigo... Nada era meu, tudo do meu amigo... Pronto. Era do amigo mesmo....
155 mortadelabr >; Façam o mesmo, saiam da rotina com apenas uma cheirada! Ainda bem que tem o contexto.
139 LoreChano Quanta gente pessimista. Em 1980 o IDH do Brasil era pior que o da maioria dos países africanos hoje, mais da metade da população vivia em condições deploráveis, tinha gente literalmente morrendo de fome no sertão nordestino até um tempinho atrás. O fato de estarmos numa crise não anula o fato de que o Brasil foi um dos países que mais melhorou no mundo nos últimos 30 anos. Pelo jeito o pessoal deste sub acha que todo mundo em país desenvolvido vive que nem um imperador romano.
138 frahm9 * they kill kid * oh shit
136 maisumedu EDUARDO CUNHA PRESO HOJE.
134 karkar01 Eu entendo que podem existir contextos em que uma mãe ou um pai utilizem alguma agressividade na relação de educação dos filhos. Eu não entendo filmar. A parte do tornar público dessa forma, pra mim, não tem nuance, não tem contexto, é errado demais. É um tipo de humilhação pública que dilata qualquer punição a um nível incontrolável. E nenhuma punição deve ser incontrolável. No entanto, essa história do câncer é toda falsa. Procure, e a internet lhe dirá que a menina estava sendo punida por outro motivo, que nada tem a ver com ofender outras pessoas.
131 geraldo_Rivia AMIGO PRESO AMANHÃ.
130 DrHelminto >;Protestos pró humm.. >;e contra sei... >; Trump normal.. >;têm briga e detidos que coisa >; na Paulista O Q?! Pra que?!
129 smartassnick Saiam da frente com seus direitos que nós estamos passando com a nossa democracia
127 missurunha Olha o nível que chegamos, querem que a moça se foda por causa da posição ideológica dela. Isso me faz lembrar do caso no Paraná que os juizes processaram os jornalistas que publicaram os salários deles.
125 rubemll Tá aqui a tal: http://divulgacandcontas.tse.jus.bdivulga/#/candidato/2016/2/23043/170000008392 Curiosamente vários candidatos do partido tem 1 (uma) doação de R$ 750. De CPFs diferentes, claro. Exemplos: http://divulgacandcontas.tse.jus.bdivulga/#/candidato/2016/2/23043/170000008399 e http://divulgacandcontas.tse.jus.bdivulga/#/candidato/2016/2/23043/170000008397 e http://divulgacandcontas.tse.jus.bdivulga/#/candidato/2016/2/23043/170000008400 Ou a senhorinha errou na hora de preencher a tal doação, ou realmente alguém foi doar R$ 750 mas colocou alguns zeros a mais e misteriosamente a conta tinha fundos... (Mas quando tem '13' no meio é impossível não pensar no '13 e confirma') ___________________________________________ Edit: O final do CPF do doador é 844-36, e a doação é de 75 milhões, 844 reais e 36 centavos. Então o idiota que foi fazer a doação pelo laranja quis escrever R$ 750 (Como os outros candidatos) mas fez merda e colocou mais zeros que devia, com o final do CPF do laranja. Fácil descobrir essa. 750,00 tab 844-36, virou 75.000.844,36. Ainda que tenha gasto só R$ 750, que merda de resultado, 13 votos por R$ 750.
125 wajyi Melhorei pra você
123 pontoumporcento Por esse e outros motivos que eu acho que o voto deveria ser facultativo, assim essas pessoas ficam em casa sem ter que se preocupar em escolher o candidato que foram mais com a cara.
121 Perca_fluviatilis Especialmente a criança com câncer.
xam na gente
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